A Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu aprovou uma proposta da Comissão Europeia de aumentar em 50% as tarifas aduaneiras da União Europeia sobre parte dos produtos agrícolas vindos da Rússia e da Bielorrússia (produtos que atualmente não estão sujeitos a outras tarifas). As novas tarifas serão aplicadas a mercadorias como açúcar, vinagre, farinha e ração animal. Essa medida visa reduzir a dependência da União Europeia em relação aos produtos importados desses países e promover a produção interna, especialmente no setor de fertilizantes, que está enfrentando dificuldades devido aos produtos importados de baixo preço. A decisão foi anunciada em 15 de maio de 2025 pela assessoria de imprensa do Parlamento Europeu.

O texto aprovado descreve um esquema de aumento gradual das tarifas, chegando a 430 euros por tonelada em 2028. Espera-se que essas medidas inibam significativamente as importações dos produtos-alvo da Rússia e da Bielorrússia, seja por meio de exportações diretas ou indiretas. A relatora para as questões da Rússia, Inese Vaidere, enfatizou que essas tarifas têm como objetivo evitar que o mercado europeu seja usado para financiar a guerra da Rússia na Ucrânia, pois os lucros dessas exportações sustentam as operações militares da Rússia.
A Comissão Europeia tem a missão de monitorar possíveis aumentos de preços que possam prejudicar o mercado interno da União Europeia ou o setor agrícola e tomar medidas para mitigar quaisquer efeitos negativos. Essa decisão se baseia nas políticas existentes da União Europeia, pois, desde julho de 2024, a UE já impõe tarifas sobre a maioria dos produtos agrícolas vindos da Rússia e da Bielorrússia, incluindo os cereais. A Ucrânia, a Polônia e os países bálticos defendem há muito tempo uma proibição total dessas importações.
A proposta será submetida a um voto final na sessão plenária do Parlamento Europeu, que se realizará em 22 de maio em Bruxelas. Se for aprovada, as novas tarifas contribuirão ainda mais para a diversificação da produção interna da União Europeia, aumentarão a pressão econômica sobre a Rússia e a Bielorrússia e apoiarão os objetivos estratégicos da UE de fortalecer a segurança alimentar e reduzir a dependência de países não amigáveis.









