De acordo com pt.wedoany.com-O Ministro de Estado da Aviação Civil e Turismo de Bangladesh, M. Rashiduzzaman Millat, confirmou que a Biman Bangladesh Airlines comprará 10 aeronaves da gigante europeia Airbus, como parte da estratégia do governo de avançar para uma frota mista. O acordo deverá ser assinado até 31 de agosto, com as aeronaves começando a integrar a frota a partir de 2031.

Os detalhes da aquisição, incluindo preços e outras condições, serão divulgados após a conclusão do acordo. Millat afirmou que o governo sempre colocou os interesses nacionais e comerciais de Bangladesh em primeiro lugar durante as negociações. Este avanço marca uma virada significativa na concorrência mais acompanhada do setor aéreo de Bangladesh, após a Biman ter decidido adquirir 14 aeronaves do fabricante americano Boeing, incluindo 8 Boeing 787-9 Dreamliners, 2 Boeing 787-9 Dreamliners e 4 Boeing 737 MAX 8, num total de aproximadamente 3,7 bilhões de dólares.
Após o pedido à Boeing, a Airbus recentemente intensificou seus esforços para entrar na frota da Biman Bangladesh Airlines. Segundo fontes, a Airbus apresentou uma proposta ao comitê técnico-financeiro da companhia aérea, envolvendo 4 aeronaves widebody Airbus A350-900 e 6 aeronaves narrowbody Airbus A321neo. O vice-presidente da Airbus, Edward Delahaye, reuniu-se recentemente em Daca com a Ministra da Aviação Civil e Turismo, Afroza Khanam, o Ministro de Estado Millat e altos executivos da Biman para promover a proposta. Após negociações, o governo decidiu avançar com a compra de 10 aeronaves da Airbus.
Millat afirmou que manter um ambiente comercial equilibrado com os principais parceiros internacionais de Bangladesh foi um dos fatores considerados na aquisição, e que esta decisão faz parte de uma política governamental mais ampla para transformar a Biman em uma operadora de frota mista. Este movimento representa uma mudança significativa na estratégia de frota da Biman, que passará a operar simultaneamente aeronaves da Boeing e da Airbus. A decisão ocorre num momento em que o governo analisa um roteiro de longo prazo para expandir a frota para 47 aeronaves até o ano fiscal de 2034-35, visando modernizar a companhia aérea de bandeira, ampliar sua rede internacional e apoiar a ambição de Bangladesh de se tornar um hub regional de aviação de passageiros e carga.
Airbus e Boeing disputam há anos a participação na futura frota da Biman. A oferta da Airbus ganhou força durante a visita do presidente francês Emmanuel Macron a Bangladesh em 2023, enquanto a Boeing garantiu o pedido de 14 aeronaves no contexto de negociações comerciais mais amplas entre Bangladesh e os Estados Unidos. A Airbus continuou na disputa, oferecendo o A350-900 para atender principalmente rotas de longo curso, e o A321neo para ser implantado em rotas regionais, do Golfo e asiáticas de médio curso.
A posição do governo em relação à frota mista também foi detalhada na semana passada pela Ministra de Estado das Relações Exteriores, Shama Obaed Islam. Ela afirmou que Bangladesh precisa tanto da Boeing quanto da Airbus, e que o governo comprará o que o país necessita, mantendo uma gestão econômica prudente. Ela acrescentou que Bangladesh não concede tratamento preferencial a nenhum país em termos de comércio e investimento, e que o interesse nacional é sempre priorizado. A questão da Airbus também ocupou lugar de destaque nas reuniões da Ministra da Aviação Civil e Turismo com embaixadores e altos diplomatas da França, Reino Unido, Espanha, Alemanha e União Europeia, onde o governo manifestou interesse em incluir aeronaves da Airbus no plano de expansão de frota de longo prazo, preservando os interesses nacionais.
O especialista em aviação ATM Nazrul Islam afirmou que a estratégia de frota mista pode proporcionar maior flexibilidade operacional, melhor adaptabilidade a rotas e eficiência comercial de longo prazo. Ele destacou que, se as novas aeronaves forem usadas para substituir ativos antigos, a aquisição adicional é comercialmente justificável, mas, sem uma estratégia de rede e lucratividade claramente definida a longo prazo, a expansão precisa ser cuidadosamente avaliada. Uma frota mista permite que a companhia aérea implante a aeronave mais adequada com base na demanda de passageiros, desempenho de rotas e estrutura de custos, e a substituição por diferentes modelos pode melhorar significativamente a economia das rotas e reduzir os custos operacionais.










