A União Europeia comprou mais de 53% da soja dos Estados Unidos
2025-05-22 17:14
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A União Europeia é o segundo maior mercado de soja dos Estados Unidos, ficando atrás apenas da China. No entanto, recentemente, a União Europeia anunciou a imposição de uma tarifa aduaneira retaliatória de 25% sobre os produtos agrícolas dos Estados Unidos, incluindo a soja, em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre as importações de aço e alumínio.

De acordo com a Organização Internacional de Biocombustíveis, os produtores europeus preveem que essa medida prejudicará as vendas de soja dos Estados Unidos.

Os Estados Unidos são o segundo maior fornecedor de soja no mundo, depois do Brasil. A produção total de soja dos Estados Unidos é ligeiramente inferior a 119 milhões de toneladas e espera-se que as exportações dessa cultura ultrapassem 50 milhões de toneladas nesta safra. Embora a China seja o principal destino dessas exportações de soja, a União Europeia também importa uma parte considerável, tornando-se o segundo mercado mais importante para os Estados Unidos.

De acordo com os dados da Comissão Europeia, no ano passado, a União Europeia comprou um total de 13,1 milhões de toneladas de soja de outros países. Desses, cerca de 5,9 milhões de toneladas vieram do Brasil e 5,3 milhões de toneladas vieram dos Estados Unidos, representando quase 41% do total de importações.

A situação é um pouco diferente nesta safra. A União Europeia importou cerca de 9,6 milhões de toneladas de soja de outros países, sendo que os Estados Unidos tiveram a maior participação, com 5,1 milhões de toneladas, um pouco acima de 53%.

A produção de soja no Brasil atingiu um novo recorde histórico, com expectativas de ultrapassar 169 milhões de toneladas e está prestes a ser lançada no mercado, o que significa que, até o final deste ano, a maior parte da soja virá da América do Sul. Os importadores da União Europeia também podem se voltar para os fornecedores da América do Sul e da Ucrânia para atender às suas necessidades. As instituições da União Europeia apontam que, nesse cenário, os produtores de soja dos Estados Unidos serão os prejudicados, pois perderão um importante mercado.

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