De acordo com pt.wedoany.com-A Casa dos Ventos, desenvolvedora de projetos de energia renovável, anunciou recentemente a assinatura de dois novos acordos de autoprodução de energia. Nesse modelo, os consumidores detêm participação nas usinas fornecedoras de eletricidade.

Um dos contratos prevê o fornecimento de uma média de 3,4 megawatts (MW) de energia para a Orquídea Alimentos. A eletricidade será proveniente do parque eólico Umari, de 200 MW, localizado no Rio Grande do Sul. A Orquídea Alimentos, sediada em Caxias do Sul (RS), é uma das principais empresas do setor alimentício brasileiro, atuando na produção de farinhas, massas, biscoitos e misturas para panificação. A transação contou com o apoio da Ludfor Energia, responsável pela gestão energética da Orquídea, que participou das análises técnicas, regulatórias e de viabilidade contratual. A Orquídea Alimentos também recebeu assessoria jurídica do escritório Goulart & Lamb.
A Casa dos Ventos também renovou o contrato de fornecimento de energia com a empresa de fertilizantes Mosaic. O novo acordo prevê o fornecimento de uma média de 25 MW de energia, que será suprida pelo complexo eólico Serra do Tigre, localizado entre os estados do Rio Grande do Norte e Paraíba. O contrato substitui o acordo firmado entre as duas empresas em 2022, quando a Mosaic adquiriu participação no parque eólico Umari por meio de uma operação de autoprodução, envolvendo uma média de 30 MW de energia.
O diretor comercial da Casa dos Ventos, Rene Abrantes, afirmou em comunicado que a relação com a Mosaic reforça a capacidade da empresa de desenvolver soluções estruturadas e competitivas para grandes consumidores de diversos setores da economia, incluindo a agricultura. Segundo as duas empresas, considerando as fábricas de produção de fosfato da Mosaic, o contrato deve gerar uma economia de aproximadamente 330 milhões de reais para a Mosaic durante o período de vigência.
Essas transações mostram o avanço do modelo de autoprodução no Brasil como alternativa para grandes consumidores, combinando previsibilidade de custos e segurança de fornecimento, além de ampliar o consumo de energia renovável.










