Scania eleva para 750 unidades a previsão de vendas de caminhões a gás natural no Brasil em 2026
De acordo com pt.wedoany.com-A Scania elevou para 750 unidades a previsão de vendas de caminhões a gás natural no Brasil em 2026, superando a meta inicial de 500 unidades. A empresa já atingiu o objetivo originalmente estabelecido, com outros 250 veículos em carteira de pedidos, parte dos quais com entrega prevista para o segundo semestre.

O mercado geral de caminhões a gás natural no Brasil registrou retração este ano. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), os registros de caminhões a gás natural entre janeiro e julho deste ano totalizaram 338 unidades, uma redução de 33,3% em comparação às 507 unidades do mesmo período de 2025.
Embora outras marcas já comercializem caminhões a gás natural no mercado brasileiro, suas vendas ainda apresentam diferença significativa em relação à Scania, que atualmente ocupa a posição de principal fornecedora nesse segmento no Brasil.
A diferença entre as previsões de vendas e os dados oficiais de registro decorre do modelo de produção sob encomenda da Scania. Os veículos são fabricados conforme a configuração solicitada pelo cliente e, após saírem da linha de produção, ainda passam pelas etapas de entrega e registro, o que faz com que os números de vendas da empresa possam ficar à frente das estatísticas de mercado devido à diferença de prazos. Os veículos em carteira de pedidos serão produzidos e entregues nos próximos meses, e parte dos caminhões que chegarão aos clientes no final do ano poderá ter o registro efetuado apenas em 2027.
Um dos focos das operações de gás natural da Scania este ano é o projeto TransJordano, que prevê a incorporação de 100 caminhões movidos a biometano à frota. As primeiras unidades começaram a ser entregues em agosto, com entregas parceladas até dezembro. Esses caminhões são do modelo 6×4 da Scania e formarão trens rodoviários de nove eixos, com capacidade total de até 74 toneladas.
O projeto é financiado pelo Fundo Clima do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e faz parte da estratégia da TransJordano para reduzir as emissões operacionais. Segundo o fundador da TransJordano, João Bessa, o biometano pode reduzir em até 95% as emissões de CO₂ em comparação ao diesel, com redução média de 12% no consumo de combustível e cerca de 10% nos custos operacionais, embora o preço do combustível ainda seja 10% a 15% mais alto que o do diesel.
Para sustentar essa operação, a TransJordano estruturou um corredor de abastecimento entre Ribeirão Preto, Sumaré e Cubatão, no estado de São Paulo, com três postos próprios. O corredor é compartilhado com outras transportadoras por meio da empresa Garage Log, do mesmo grupo.
O pedido da TransJordano integra a carteira de reservas que sustenta a previsão de vendas de 750 unidades da Scania para 2026. A Scania informou que os pedidos já contratados entrarão em produção e serão entregues no segundo semestre.
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