TCU do Brasil libera nova licitação de 5 terminais de carga na Ferrovia Norte-Sul

2026-08-20 10:01
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De acordo com pt.wedoany.com-Em 19 de agosto, o Tribunal de Contas da União (TCU) do Brasil decidiu não realizar análise substantiva prévia do projeto de concessão de cinco terminais de carga em operação na Ferrovia Norte-Sul, permitindo que o Ministério dos Transportes e a Infra S.A., empresa pública de planejamento de infraestrutura, prossigam com a elaboração dos documentos de licitação e as etapas subsequentes do processo licitatório.

Esta nova licitação envolve dois terminais de granéis sólidos agrícolas e três terminais de granéis líquidos, como combustíveis. Entre eles, o terminal agrícola de Palmeirante é operado pela Nova Agri; o terminal agrícola de Porto Nacional é operado pela Agrex do Brasil; os três terminais de granéis líquidos de Porto Nacional são operados pela Norship, Raízen e Vibra Energia, respectivamente. Os contratos de concessão atuais estão próximos do vencimento, e o governo brasileiro decidiu não renová-los.

Os cinco terminais são instalações existentes, já construídas e em operação. O terminal de Palmeirante processou, em média, cerca de 445 mil toneladas de grãos por ano nos últimos cinco anos; o terminal agrícola de Porto Nacional processou, em média, cerca de 365 mil toneladas por ano; os três terminais de granéis líquidos operados pela Norship, Raízen e Vibra Energia processaram, em média, aproximadamente 443 mil, 238 mil e 259 mil toneladas por ano, respectivamente.

De acordo com a proposta apresentada pela Infra S.A., o novo prazo de concessão para o terminal de Palmeirante está previsto em 16 anos, para o terminal agrícola de Porto Nacional em 13 anos, e para os três terminais de granéis líquidos em 15 anos cada. Com outubro de 2025 como base de preços, incluindo custos de expansão, renovação e manutenção contínua, o valor presente dos investimentos dos cinco projetos é de R$ 47,8 milhões, R$ 26 milhões, R$ 19,3 milhões, R$ 14 milhões e R$ 32,8 milhões, respectivamente.

O TCU entendeu que, como o valor presente do investimento de cada projeto individual não ultrapassa R$ 50 milhões, e os projetos adotam o modelo maduro de concessão de instalações existentes, com risco geral e escala econômica relativamente baixos, não é necessário ocupar o procedimento de análise substantiva prévia. O Tribunal ainda pode intervir na fiscalização por meio de auditorias, denúncias ou investigações especiais durante as fases subsequentes de licitação e execução contratual.

Atualmente, os documentos de licitação e as minutas contratuais dos cinco projetos estão em consulta pública. Os leilões dos dois terminais de granéis sólidos agrícolas estão preliminarmente previstos para dezembro de 2026, e os três terminais de granéis líquidos estão planejados para janeiro de 2027. Entre eles, a Raízen apresentou objeção à nova licitação do terminal TPN02, e o TCU solicitou que o departamento de auditoria competente avalie separadamente a necessidade de instaurar um processo independente, mas isso não afeta a continuidade dos demais preparativos licitatórios.

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