O Brasil deverá exportar entre 43 e 44 milhões de toneladas de soja no segundo semestre de 2025, um aumento significativo em relação aos 34,7 milhões de toneladas no mesmo período de 2024, de acordo com os analistas da Oil World, na Alemanha. Esse crescimento reforça a posição do Brasil como o principal exportador de soja do mundo, com a China permanecendo como o principal mercado devido à forte demanda e à qualidade competitiva da soja brasileira.
De janeiro a junho de 2025, o Brasil exportou 64,9 milhões de toneladas de soja, um leve aumento de 0,8 milhões de toneladas em relação ao mesmo período de 2024. Desses totais, 75%, ou seja, 48,4 milhões de toneladas, foram enviadas para a China, um aumento em relação aos 46,3 milhões de toneladas (72%) no ano anterior. Em maio de 2025, o Brasil estabeleceu um recorde ao entregar a maior quantidade mensal de soja para a China. A participação das exportações para a China deverá aumentar para 85% no segundo semestre de 2025, podendo alcançar 64,95 milhões de toneladas no ano.

O aumento das exportações é impulsionado pela expansão da área de cultivo de soja no Brasil. O Serviço Agrícola Exterior (FAS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos prevê que as culturas de soja cobrirão 49,1 milhões de hectares na safra 2025/26, um aumento de 3% em relação ao ano anterior. Além disso, o processamento interno de soja deverá alcançar 58 milhões de toneladas, impulsionado pela demanda por farelo de soja para ração animal e óleo de soja para produção de biodiesel, com o apoio à exigência do B15 no Brasil, que entrará em vigor entre 2025 e 2026.
A soja brasileira mantém uma vantagem competitiva devido à sua alta qualidade, produtividade e pegada ambiental relativamente baixa. Apesar da potencial competição de outros fornecedores, como os Estados Unidos, os exportadores brasileiros se beneficiam de um equilíbrio favorável entre preço e qualidade e de taxas de câmbio vantajosas. Os analistas esperam que a China continue a dominar as importações globais de soja, com o Brasil como um importante fornecedor para atender a essa demanda.
A previsão robusta de exportações destaca o papel crítico do Brasil nos mercados agrícolas globais. A expansão da área cultivada e o aumento da capacidade de processamento interno demonstram a capacidade do país de atender tanto às necessidades internacionais quanto às domésticas, ao mesmo tempo em que apoia práticas sustentáveis. À medida que a demanda da China por soja aumenta, a posição estratégica do Brasil garante um fornecimento constante, contribuindo significativamente para a segurança alimentar e energética global.









