A Comissão Europeia (CE) iniciou uma consulta pública e coleta de evidências sobre a iminente “Lei da Economia Circular”, que se tornará um pilar das políticas ambientais e econômicas da UE.
O anúncio foi feito em 1º de agosto de 2025, representando um momento crucial na fase de avaliação de impacto, com o objetivo de incorporar diferentes pontos de vista de partes interessadas e do público no processo legislativo.
O processo de consulta visa identificar e compreender os desafios e perspectivas para o avanço da economia circular dentro da UE.
Através da colaboração com todas as partes, a Comissão busca garantir que a lei seja abrangente e atenda às necessidades de todos os setores relevantes.
Além disso, espera-se que a lei esteja alinhada com várias iniciativas-chave da UE, incluindo o Guia de Competitividade, a Estratégia do Mercado Único e o Plano de Ação para Aço e Metais.
A lei se baseará em legislações existentes, como o Regulamento de Ecodesign de Produtos Sustentáveis, o Regulamento de Embalagem e Resíduos de Embalagem e a Lei de Materiais Críticos.
As partes interessadas são convidadas a enviar suas contribuições até 6 de novembro de 2025 através do portal “Participe da sua Opinião” da Comissão. Essa abordagem inclusiva destaca o compromisso da UE com a formulação de políticas colaborativas.
A “Lei da Economia Circular” visa reforçar a resiliência econômica e a vantagem competitiva da UE, ao mesmo tempo em que promove práticas de produção sustentáveis e incentiva modelos de negócios circulares que apoiem os esforços de descarbonização.
A lei desempenhará um papel fundamental na promoção do livre fluxo de produtos “circulares”, garantindo ao mesmo tempo uma gestão mais eficaz de matérias-primas secundárias e resíduos.
Está previsto que a lei seja aprovada em 2026, com o objetivo de estabelecer um mercado unificado de matérias-primas secundárias dentro da UE.
Ela se dedicará a aumentar a oferta de materiais reciclados de alta qualidade e estimular a demanda por esses materiais nos Estados-Membros.
Essa iniciativa legislativa está alinhada com recomendações de relatórios influentes, como os de Leita e Draghi, posições do setor como a “Declaração de Antuérpia” e diretrizes do Conselho Europeu (“Declaração de Budapeste”) e do Parlamento.
Ao final, por meio da “Lei da Economia Circular”, a UE pretende tornar-se líder global em práticas de economia circular até 2030.
O objetivo é dobrar a taxa de circularidade da UE, alinhando-se à visão estratégica apresentada no Guia de Competitividade e no Acordo de Indústria Limpa.









