De acordo com o site MiningNews.net, à medida que a exploração espacial avança, a mineração espacial, um campo emergente, está se tornando cada vez mais uma realidade. Recentemente, o setor registrou progressos significativos, com destaque para o plano conjunto da American Interstellar Mining Company e da australiana Space Fleet Technologies.
A American Interstellar Mining Company anunciou planos de extrair hélio-3 da Lua até 2028, um isótopo raro essencial para o resfriamento de computadores quânticos. Já a Space Fleet Technologies, da Austrália, pretende realizar uma exploração geofísica de um asteroide chamado Apophis no ano seguinte. O asteroide Apophis passará extremamente próximo da Terra em abril de 2029, oferecendo uma oportunidade única de investigação. A empresa planeja utilizar essa ocasião para aplicar seus equipamentos de prospecção na detecção de recursos extraterrestres.
Matt Pearson, cofundador e CEO da Space Fleet Technologies, afirmou: “Asteroides são corpos minerais flutuantes avaliados em trilhões de dólares, contendo recursos essenciais para a criação de bases humanas permanentes no espaço.” Pesquisas indicam que alguns asteroides próximos à Terra, ricos em metais, contêm ferro, níquel e cobalto em quantidades muito superiores às reservas conhecidas na Terra, oferecendo enorme potencial econômico à mineração espacial. A Space Fleet Technologies também destacou que a mineração espacial pode se tornar uma alternativa importante à mineração profunda na Terra, que é especulativa e ambientalmente impactante. Suas tecnologias espaciais serão testadas em missões no espaço, incluindo a missão de demonstração Apophis prevista para lançamento em 2028. Pearson acrescentou que essa missão fornecerá suporte a futuras missões à Lua e a Marte.
A Interstellar Mining Company conta com o apoio da Blue Force, o maior consumidor mundial de hélio-3, que planeja enviar um rover à superfície lunar em breve e lançar um coletor robótico em 2027 para testes, seguido pela construção de uma fábrica piloto em 2029. Apesar dos desafios técnicos, logísticos e financeiros, caso o plano seja bem-sucedido, a Blue Force concordou em comprar até 10.000 litros de hélio-3 por ano nos próximos 10 anos, com valor estimado de aproximadamente US$ 25 milhões anuais.









