Recentemente, o fornecedor de componentes automotivos ZF anunciou que "temporariamente" interrompeu suas atividades de vendas no setor de bicicletas elétricas. Essa medida significa essencialmente que a empresa alemã está saindo desse mercado, no qual entrou em 2018 através de uma joint venture com Magura e BrakeForceOne para desenvolver um sistema de acionamento personalizado.

Apesar do sistema de acionamento CentriX da ZF apresentar características técnicas específicas, como arquitetura de 48V, torque de pico de 90 Nm e potência máxima de 600 W, com desempenho estável em cenários de alta carga específicos, a aceitação do mercado não atingiu as expectativas. Parceiros, incluindo a Raymon, já encerraram a colaboração, e não há planos de usar esse sistema de acionamento nos novos modelos de 2026. A equipe relacionada ao negócio também foi afetada por reestruturações.
A saída da ZF não é um caso isolado. Anteriormente, outra empresa alemã de componentes automotivos, a Brose, também vendeu seu negócio de bicicletas elétricas para a Yamaha. Esses casos demonstram que, mesmo com vasta experiência no setor automotivo, entrar e se estabelecer no mercado de e-bikes apresenta desafios, dada a competitividade acirrada. Análises do setor indicam que a vantagem de desempenho do produto não é o único fator decisivo para o sucesso no mercado; a construção de marca, canais e ecossistema também é crucial.
Essas dinâmicas refletem o cenário competitivo e as barreiras de entrada no mercado de sistemas de acionamento para bicicletas elétricas, onde os novos participantes precisam enfrentar a competição contínua de marcas já estabelecidas e maduras.









