Astrônomos usam o Telescópio Espacial Hubble para descobrir raras nuvens de matéria escura sem estrelas
2026-01-06 16:22
Fonte:Agência Espacial Europeia
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Uma equipe internacional de pesquisa, utilizando o Telescópio Espacial Hubble, descobriu pela primeira vez um objeto celeste peculiar, previsto há muito tempo pela teoria: uma nuvem de matéria escura rica em gás, mas sem estrelas. Essa descoberta contribui para aprimorar nossa compreensão da formação das galáxias primitivas e da natureza da matéria escura.

这张图片显示了Cloud-9的位置,它距离地球2000光年。

Esse objeto, denominado "Nuvem-9", é classificado como uma "nuvem de hidrogênio reionizado confinado", uma estrutura primordial remanescente do universo primitivo que não conseguiu formar estrelas. Alejandro Benítez-Liambai, pesquisador principal do projeto na Universidade de Milão-Bicocca, na Itália, afirmou: "Esta é a história de uma galáxia que não se formou. Na ciência, muitas vezes aprendemos mais com os fracassos do que com os sucessos. Neste caso, a ausência de estrelas observadas confirma precisamente a teoria."

As nuvens de matéria escura são consideradas estruturas numerosas e pequenas, dominadas por matéria escura, no universo. Como a matéria escura não emite luz, sua detecção direta é extremamente difícil. "Essa nuvem é como uma janela para o universo escuro", observou Andrew Fox, da Agência Espacial Europeia, membro da equipe de pesquisa. "A Nuvem 9 nos permitiu observar uma nuvem dominada por matéria escura, um evento raro." A análise observacional mostrou que o gás na nuvem tem uma massa aproximadamente um milhão de vezes maior que a do Sol, mas sua massa total pode chegar a 5 bilhões de massas solares, indicando que ela é composta principalmente de matéria escura.

Este objeto foi inicialmente descoberto na faixa de rádio pelo Telescópio Esférico de Abertura de 500 metros em Guizhou, na China. Observações posteriores com o Telescópio Espacial Hubble confirmaram que ele não contém estrelas. "Antes de usarmos o Telescópio Espacial Hubble, poderíamos pensar que se tratava de uma galáxia anã tênue... mas com a Câmera Avançada para Pesquisas do Hubble, conseguimos determinar que não havia nada lá", explicou Gagandip Anand, do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial, primeiro autor do artigo.

Esta descoberta fornece uma amostra única para o estudo das condições iniciais da formação de galáxias e das propriedades físicas das nuvens de matéria escura. Os cientistas acreditam que essas "galáxias falhas" podem ser comuns no universo, mas observá-las é extremamente desafiador. No futuro, a busca por mais corpos celestes semelhantes ajudará a compreender de forma mais abrangente a composição da matéria escura e a história evolutiva inicial do universo.

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