O governo do México planeja investir 397 bilhões de pesos (aproximadamente 22,5 bilhões de dólares) na construção de rodovias até 2030, envolvendo a modernização de 4.937 km de estradas e rodovias, além da construção ou reconstrução de 21 pontes. Este plano de construção de rodovias, que combina investimento público com esquemas híbridos de capital privado, é um dos maiores projetos rodoviários do país nos últimos anos. A presidente Claudia Sheinbaum descreveu o plano durante uma coletiva de imprensa no Palácio Nacional como um "projeto nacional de rodovias muito, muito ambicioso e histórico".

O diretor do Banco Nacional de Obras e Serviços Públicos (Banobras), Jorge Mendoza, explicou que o banco já estruturou 18 projetos rodoviários com base em esquemas de investimento híbrido e contratos de construção, manutenção, reabilitação e operação, totalizando mais de 150 bilhões de pesos, e pode incorporar mais cinco projetos.
Estes projetos rodoviários somam aproximadamente 1.450 km e devem gerar 177 mil empregos diretos e 142 mil empregos indiretos. Mendoza enfatizou que, em ambos os esquemas, as concessões permanecem nas mãos do Estado, os projetos devem ser autossustentáveis e contar com supervisão independente.
Entre os projetos rodoviários já definidos, dois concentram o maior peso estratégico. O Corredor do Golfo do México expandirá o trecho do sul de Tamaulipas a Reynosa para quatro faixas; a Rodovia 57 passará por uma modernização completa, sendo um eixo logístico crucial entre a Cidade do México, Querétaro, San Luis Potosí, Matehuala, Saltillo e a fronteira norte.
O secretário de Comunicações e Transportes, Jesús Esteva, afirmou que serão investidos 113,36 bilhões de pesos em corredores prioritários, abrangendo 2.485 km. Este plano de construção de rodovias não inclui trabalhos de conservação e repavimentação, que somam cerca de 18.000 km este ano sob o programa "Bachetón".










