Aliança Latino-Americana de Mineração (ALMA) propõe agenda de governança regional da mineração na PDAC 2026
2026-03-21 10:06
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O presidente da Aliança Latino-Americana de Mineração (ALMA), Francisco Lecaros, apresentou uma agenda de governança regional da mineração na PDAC 2026, visando melhorar o ambiente do setor por meio do fortalecimento da educação territorial, atração de investimentos e combate à mineração ilegal. Lecaros afirmou: "A falta de coordenação, a instabilidade regulatória e os conflitos sociais restringem o fluxo de capitais."

A região da América Latina abriga recursos de minerais críticos necessários para a transição energética, mas o sistema de governança da mineração apresenta contradições estruturais que impedem a normalização dos investimentos e a redução de conflitos. A Aliança Latino-Americana de Mineração surgiu para tentar integrar forças nacionais, setoriais e territoriais, estabelecendo uma estrutura estratégica regional que atualmente não existe.

Lecaros declarou: "A organização é construída com base em três pilares operacionais, destinados a abordar os principais gargalos da mineração na América Latina." Esses pilares incluem aumentar a compreensão pública sobre as atividades de mineração para reduzir mal-entendidos, fortalecer os mecanismos de licença social e criar um centro regional para atrair investimentos no setor. Dados mostram que o Chile espera investir US$ 104 bilhões, o Peru US$ 65 bilhões e a Argentina cerca de US$ 25 bilhões.

Atividades de mineração ilegal são comuns em países como Equador, Colômbia, México, Peru e Bolívia, impactando o meio ambiente, a segurança e a ordem econômica. Lecaros alertou: "Essa atividade corrói a legitimidade da mineração formal e expõe a fraqueza dos estados em controlar seus territórios." A América Latina carece de uma estratégia unificada para atender à demanda global por minerais críticos, com uma fragmentação evidente na governança.

Lecaros observou: "A governança da mineração na região é caracterizada pela fragmentação. O Chile domina a produção de cobre, o Peru domina o ouro, o México domina a prata, mas não há uma lógica de bloco que aumente a escala, a competitividade e a capacidade de negociação internacional." Essa falta de coordenação limita a eficiência no uso dos recursos e enfraquece a posição da região na competição global.

O crescimento da demanda por transporte elétrico e energias renováveis coloca pressão sobre o setor de mineração da América Latina, enquanto fatores geopolíticos também restringem os fluxos de investimento. Lecaros afirmou: "As pressões internacionais, somadas a restrições e tensões entre as grandes potências, perturbam o desenvolvimento normal dos projetos, forçando a região a definir uma posição mais clara." A licença social tornou-se um requisito central para o desenvolvimento de projetos, sendo crucial um processo baseado no diálogo e na transparência.

A estabilidade regulatória e a previsibilidade econômica são fundamentais para as decisões de capital internacional. Lecaros explicou: "A governança da mineração requer um quadro legal claro e consistente; caso contrário, os investimentos se deslocarão para jurisdições mais estáveis." A América Latina possui recursos estratégicos e potencial de investimento, mas as limitações de governança incluem coordenação insuficiente, controle fraco da mineração ilegal e déficit de licença social. A capacidade de transformar a agenda em políticas concretas determinará a captura de valor da região na transição energética.

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