Em 19 de março de 2026, o preço do alumínio na London Metal Exchange (LME) caiu acentuadamente mais de 8%, registrando sua maior queda diária desde 2018. O aumento das preocupações com o impacto econômico do conflito no Irã desencadeou uma ampla venda nos mercados financeiros e de commodities globais. O preço do alumínio chegou a cair 8,4%, para cerca de US$ 3.115 por tonelada, eliminando os ganhos acumulados anteriormente devido às tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Esta queda abrupta ocorreu em meio a um sentimento generalizado de aversão ao risco, com metais industriais e uma gama mais ampla de classes de ativos sob forte pressão. O preço do cobre recuou mais de 4%, o ouro caiu entre 5% e 6%, e os mercados acionários globais também registraram perdas significativas. O movimento sincronizado de queda entre as classes de ativos reflete uma mudança no foco do mercado, que deixou de se preocupar com o lado da oferta para se concentrar no crescimento econômico global e na fraqueza da demanda industrial.
Inicialmente, o conflito no Irã gerou preocupações sobre interrupções em cadeias de abastecimento críticas, incluindo operações de fundição e rotas de navegação como o Estreito de Ormuz, levando o preço do alumínio a atingir máximas de vários anos. No entanto, o sentimento do mercado reverteu rapidamente à medida que os investidores começaram a avaliar os potenciais impactos negativos das tensões geopolíticas sobre o comércio global, a atividade manufatureira e a estabilidade econômica geral.
Participantes do mercado observam que, após a recente alta, a realização de lucros e o fechamento de posições compradas aceleraram ainda mais o ímpeto de queda do alumínio. Pressões macroeconômicas mais amplas, como condições financeiras mais apertadas e a incerteza sobre a direção da política monetária, também pesaram sobre os metais básicos, intensificando as vendas.
Apesar do recente declínio, os fundamentos de mercado subjacentes para o alumínio permanecem relativamente apertados. Os estoques da LME estão em tendência de queda, e os prêmios físicos – especialmente na Ásia – permanecem elevados devido a restrições de oferta, desafios logísticos e uma demanda estável de setores como energia renovável e veículos elétricos. No curto prazo, espera-se que o sentimento macroeconômico e os desenvolvimentos geopolíticos dominem a direção dos preços.
Olhando para frente, o mercado de alumínio deve permanecer altamente volátil, com preços sensíveis aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, aos indicadores econômicos globais e ao apetite por risco dos investidores. Embora os riscos do lado da oferta continuem a oferecer suporte potencial, as preocupações com a demanda e a estabilidade dos mercados financeiros devem dominar as tendências de curto prazo.









