Os gêmeos digitais no setor industrial visam reduzir custos, aumentar a produção e melhorar as operações por meio da otimização de decisões. No entanto, seu sucesso depende do uso consistente pelos funcionários, e não da fidelidade visual do modelo. A taxa de adoção é o fator central para impulsionar benefícios reais, o que exige começar com a construção da confiança do usuário.

A tolerância dos funcionários aos modelos de gêmeos digitais baseia-se na consistência e explicabilidade, e não na perfeição. Quando as recomendações não correspondem à experiência e falta explicação, a taxa de adoção diminui. A solução é incorporar o feedback dos usuários finais desde o início do desenvolvimento, refinando a ferramenta através de um processo iterativo com base em testes do mundo real. A confiança surge da compreensão de como o modelo funciona, quais fatores influenciam e como ele lida com falhas.
No desenvolvimento de gêmeos digitais, a busca excessiva por fidelidade visual pode desperdiçar recursos; em vez disso, o retorno da interação deve ser priorizado. As organizações podem se concentrar na frequência de atualização de dados ou na otimização de parâmetros de decisão para aumentar a utilidade. A chave é determinar o nível de fidelidade necessário para o usuário, garantindo que a ferramenta seja fácil de entender e usar, aumentando assim a frequência de interação e as oportunidades de otimização.
Testar protótipos iniciais em paralelo com a tomada de decisão humana pode revelar fatores ocultos, como a velocidade de aprovação do cliente ou a programação dos técnicos, e incorporá-los ao modelo. Isso ajuda a construir confiança, permitindo que os usuários vejam como a ferramenta se adapta e melhora. O retorno sobre o investimento (ROI) em gêmeos digitais depende de uma alta taxa de adoção, que por sua vez se baseia na confiança do usuário. As organizações industriais podem maximizar sua probabilidade de sucesso integrando o feedback do usuário final desde as fases iniciais de desenvolvimento.









