A inteligência artificial está mudando a forma como os canadenses entendem, gerenciam e respondem à sua própria saúde – muitas vezes antes mesmo de entrarem em um consultório. Dados de uma pesquisa da Compare the Market com mais de 3.000 respondentes no Canadá, EUA e Austrália mostram que o papel da IA como uma ferramenta de suporte à saúde de primeira linha está crescendo, mesmo que a adoção geral ainda esteja em níveis moderados. Essa tendência está tendo um impacto direto no estágio inicial do cuidado ao paciente.

Nos cenários de uso para suporte à saúde, as áreas onde os canadenses relatam maior uso de IA incluem suporte à saúde mental (43%), sintomas de resfriado e gripe (37%), decidir se procuram atendimento médico (32%), aconselhamento nutricional (31%), aconselhamento sobre medicamentos (29%) e orientação para exercícios físicos (29%). Em relação à saúde mental, os problemas mais comuns para os quais os pacientes usam IA incluem ansiedade (57%), estresse (52%) e depressão (40%). As principais razões para os pacientes usarem IA são, em ordem: conveniência e imediatismo (49%), curiosidade (43%), acessibilidade (41%) e custo acessível (37%). Esses dados indicam que a IA está se tornando um importante portal de informações na etapa inicial do percurso de cuidado ao paciente.
A pesquisa revela que a IA está sendo gradualmente incorporada ao processo de coleta de informações de saúde e tomada de decisão dos pacientes. Quase metade dos entrevistados usa ferramentas de IA pelo menos ocasionalmente para questões relacionadas à saúde, sendo os grupos mais jovens os principais usuários. Alguns pacientes chegam às consultas com autoavaliações, diagnósticos suspeitos ou recomendações de tratamento gerados por IA, ou podem atrasar a busca por atendimento médico devido ao conforto proporcionado pela IA. Ao mesmo tempo, cerca de metade dos entrevistados afirma que a IA melhorou sua saúde de alguma forma. Essas mudanças exigem que os clínicos, na fase inicial do cuidado ao paciente, busquem ativamente entender o uso de IA pelos pacientes, a fim de compreender com precisão suas preocupações e a origem de seu conhecimento.
Steven Spicer, Diretor Executivo de Saúde da Compare the Market, observa que as ferramentas de IA podem fornecer suporte rápido e acessível, mas devem servir como um complemento, e não um substituto, para profissionais de saúde qualificados. Para os profissionais de saúde, o uso de IA pelos pacientes antes da consulta significa que é necessário, na comunicação clínica, perguntar ativamente se o paciente consultou informações relevantes ou usou tais ferramentas, reconhecer sua proatividade enquanto esclarece as limitações da IA, e ajudar o paciente a entender quando confiar na IA e quando buscar tratamento profissional. Essa abordagem de comunicação contribui para aumentar a precisão e a confiança no cuidado ao paciente.









