A rede de metrô de Belo Horizonte, no estado brasileiro de Minas Gerais, está passando por uma grande expansão, com um investimento total de aproximadamente US$ 1,8 bilhão. Este plano envolve a modernização das Linhas 2 e 1, visando aumentar a capacidade de transporte da cidade.
A expansão é baseada na concessão outorgada à Metrô BH em 2022, segundo a qual a empresa é responsável pela operação, manutenção e ampliação do sistema por um período de 30 anos. Desde que assumiu em 2023, a Metrô BH começou a introduzir 24 trens de quatro carros fabricados pela China National Chemical Engineering. Em fevereiro deste ano, a empresa inaugurou a extensão de 1,7 km de Nova Eldorado na Linha 1, a primeira expansão da rede em 20 anos, elevando o comprimento total da Linha 1 para 29,7 km com 20 estações.
O foco atual está no projeto de longa data da Linha 2, com 10,5 km de extensão, que ligará Nova Suíça a Barreiro, incluindo sete estações, com a construção avançando em fases até o final desta década. O financiamento vem do governo federal, estadual e do setor privado, em uma estrutura híbrida semelhante a outros projetos recentes de concessão ferroviária urbana no Brasil.
Além da Linha 2, o governo também confirmou planos de modernização para a Linha 1, incluindo aumento de capacidade e atualização da infraestrutura. A nova frota de trens fabricados na China substituirá os trens da Série 900 que datam da década de 1980. O primeiro trem chegou ao Brasil em janeiro, e mais dois chegaram em 22 de março, com expectativa de que 10 trens estejam em operação até o final deste ano. Em outubro de 2023, a Alstom obteve o contrato para um novo sistema de sinalização para suportar a operação automática de trens nas Linhas 1 e 2. O acordo também inclui 48 conjuntos de equipamentos de controle automático de trens e um novo centro de controle operacional.









