Desinvestimento de ativos canadenses por 4 milhões de dólares canadenses, Stockworks Gold concentra-se em projeto de ouro no Brasil
2026-04-01 14:32
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De acordo com pt.wedoany.com-A Stockworks Gold (TSX-V:STW), uma empresa de exploração listada no Canadá, assinou um acordo definitivo para vender o Projeto de Ouro Cabin Lake, localizado nos Territórios do Noroeste do Canadá, para a Fin Resources (ASX:FIN), uma empresa listada na Austrália, por meio de uma combinação de "dinheiro + ações + royalties de produção". A transação envolve uma contrapartida em dinheiro inicial e pagamentos contingentes de até 450.000 dólares australianos, com a empresa mantendo um royalty de 5% sobre o fluxo de caixa líquido após o início da produção. Este movimento marca a transição estratégica da Stockworks Gold para focar totalmente no Projeto de Ouro Pirenópolis, no Brasil.

Com sede em Vancouver, Canadá, a Stockworks Gold é uma empresa de exploração de ouro focada nas Américas, que mudou seu nome de Rover Critical Minerals em julho de 2025. De acordo com a divulgação da empresa, mais de 4 milhões de dólares canadenses foram investidos no Projeto Cabin Lake, com quatro anos de trabalho que incluíram levantamentos magnéticos terrestres e aéreos, levantamentos de polarização induzida, mapeamento LiDAR e três programas de perfuração com broca de diamante. Após a desinvestidura dos ativos canadenses, a empresa concentrará todos os seus recursos no Projeto de Ouro Pirenópolis, localizado no estado de Goiás, Brasil. O projeto está situado no mesmo cinturão geológico que abriga a maior mina de ouro do Brasil da Kinross Gold, a mina Paracatu, que produz mais de 500.000 onças de ouro por ano e possui reservas de quase 5 milhões de onças.

De acordo com o acordo de aquisição assinado em outubro de 2025, após completar 90 dias de due diligence, a Fin Resources pagará à Stockworks Gold 200.000 dólares australianos em dinheiro e emitirá 30 milhões de ações ordinárias da Fin Resources (com período de bloqueio de 12 meses). O acordo também estabelece três contrapartidas contingentes vinculadas aos resultados da exploração: um pagamento adicional de 150.000 dólares australianos se pelo menos 1.500 metros de perfuração forem concluídos dentro de dois anos, resultando em mineralização de ouro com mais de 20 metros e teor superior a 2 g/t; mais 150.000 dólares australianos se um recurso de ouro superior a 250.000 onças, conforme o padrão JORC 2012, for definido dentro de três anos; e outros 150.000 dólares australianos se um estudo de pré-viabilidade for concluído dentro de cinco anos e o valor presente líquido do projeto exceder 50 milhões de dólares australianos. Além disso, a Stockworks Gold manteve um royalty de 5% sobre o fluxo de caixa líquido após o início da produção do projeto.

Enquanto avança com a desinvestidura de ativos, a Stockworks Gold iniciou a exploração sistemática do Projeto Pirenópolis no Brasil. Em outubro de 2025, a empresa concluiu um levantamento aeromagnético de alta resolução com drone, substituindo dados governamentais regionais antigos com espaçamento amplo entre linhas. Os resultados mais recentes de amostragem de sedimentos de corrente, divulgados em março de 2026, mostraram que algumas amostras apresentaram teores de ouro de até 6,38 g/t, com outras quatro amostras variando de 0,424 g/t a 1,64 g/t. Com base nisso, a empresa definiu três áreas-fonte de anomalias de ouro e identificou uma estrutura regional que se estende por mais de 30 km. O trabalho de campo atual está focado em duas bacias hidrográficas paralelas, rastreando as fontes das anomalias a montante por meio de amostragem mais densa, com o objetivo de localizar a fonte de rocha matriz dos depósitos históricos de ouro aluvionar da corrida do ouro dos séculos XVIII e XIX.

Do ponto de vista da estratégia corporativa, a Stockworks Gold efetivamente recuperou capital e reduziu o risco de um projeto único ao desinvestir ativos não essenciais no Canadá e garantir royalties futuros, concentrando seus recursos limitados em alvos de alto potencial. Do ponto de vista do setor, Goiás, como o terceiro maior estado de mineração do Brasil, já atrai empresas internacionais como a Anglo American e a Lundin Mining. A vantagem da analogia geológica do cinturão mineralizador onde o Projeto Pirenópolis está localizado pode adicionar um novo foco de exploração para a região.

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