De acordo com pt.wedoany.com-O Laboratório de Ciência de Dados Biomédicos do Instituto ITACA da Universidade Politécnica de Valência (UPV), na Espanha, anunciou que sua equipe de pesquisa desenvolveu um novo método baseado em ressonância magnética que pode quantificar objetivamente o crescimento do glioblastoma, o tumor cerebral mais agressivo. O estudo, publicado na revista científica "Medical Physics", visa enfrentar o desafio central no diagnóstico e tratamento: a infiltração do tumor no tecido cerebral saudável.
A equipe propôs um novo biomarcador chamado "Taxa de Infiltração Dinâmica (DIR)", utilizado para identificar diferentes padrões de crescimento tumoral e prever a sobrevida dos pacientes. Este marcador combina o crescimento volumétrico do tumor ao longo do tempo com seu efeito de compressão mecânica no tecido cerebral adjacente. O autor principal do estudo, Carles López Mateu, destacou que, enquanto os métodos de avaliação anteriores frequentemente se concentravam em medir o aumento do tamanho do tumor ou o deslocamento de estruturas cerebrais, o novo biomarcador, através da análise longitudinal de mapas de compressão tecidual gerados por ressonância magnética, consegue capturar com mais precisão o impacto biomecânico do tumor no cérebro circundante.
O biomarcador DIR pode efetivamente distinguir entre tumores proliferativos (que comprimem significativamente o cérebro) e tumores infiltrativos (que se expandem sem compressão aparente). A validação em duas coortes clínicas internacionais mostrou que este indicador pode estratificar robustamente o prognóstico dos pacientes: pacientes com valores de DIR baixos tiveram uma sobrevida média de 35,2 semanas, enquanto aqueles com valores altos tiveram apenas 16,0 semanas. Esta descoberta demonstra o potencial deste novo biomarcador como uma ferramenta de apoio à decisão clínica, fornecendo aos médicos informações biológicas cruciais sobre a agressividade do tumor.

Este estudo, uma colaboração entre a Espanha e o Hospital Universitário de Oslo, na Noruega, estabelece as bases para a medicina personalizada no glioblastoma. Como um método de avaliação quantitativo e não invasivo, ele reforça o papel da engenharia biomédica na oncologia de precisão. Os pesquisadores enfatizam que a técnica é totalmente baseada em dados de imagens médicas existentes, possui alta replicabilidade e, no futuro, ajudará os clínicos a personalizar estratégias de tratamento e planos de acompanhamento de acordo com o padrão de crescimento único de cada tumor.
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