De acordo com pt.wedoany.com-A Claro lançou oficialmente o GPU como Serviço (GPU as a Service) durante o Web Summit Rio, realizado na terça-feira (9 de junho). O serviço é oferecido ao mercado em parceria com a Nvidia. Voltado para empresas e startups, permite o uso e a criação de modelos de IA (incluindo Grandes Modelos de Linguagem, LLM, e Pequenos Modelos de Linguagem, SLM), acelera a prova de conceito no desenvolvimento de IA e impulsiona a criação de novas aplicações. A solução da Claro permite que as empresas adquiram a capacidade de processamento necessária sob demanda, democratizando o acesso a GPUs de alto desempenho.

Roberta Godoi, CEO de PMEs da Claro, afirmou que a estratégia dá continuidade ao plano de expansão da operadora, que anunciou, no Web Summit de 2025, um investimento de 1 bilhão de reais para expandir a plataforma Claro Cloud. A solução como serviço otimiza os investimentos, oferece total previsibilidade financeira, fatura diretamente em reais e garante que empresas de todos os portes e segmentos possam utilizar recursos de alto desempenho. Godoi disse que, desde o ano passado, eles têm se dedicado a se tornar o principal parceiro de soluções em nuvem no país e foram eleitos Parceiro de Nuvem da Nvidia (NCP), o que lhes permite oferecer GPU como Serviço para PMEs e grandes empresas, acelerando e democratizando a adoção de inteligência artificial. Ela destacou que experimentar a IA é fácil, mas a dificuldade está em escalar, e o trabalho deles foca exatamente nesse ponto crítico da escalabilidade.
Mario Rachid, Chief Product Officer da Claro, explicou que as empresas podem alugar uma GPU de uma empresa renomada por quatro horas, com suporte em português e faturamento em reais. Rachid concluiu que isso democratizará o uso para PMEs que atualmente não têm acesso a esse tipo de tecnologia. Godoi complementou que, no modelo tradicional, as empresas precisam adquirir pelo menos oito unidades e, provavelmente, não utilizarão 20% da capacidade na fase inicial, nem atingirão 100% de uso durante todo o ciclo. Ela afirmou que, por meio deste serviço, as empresas podem experimentar a IA com dados protegidos, sendo a IA um elemento de competitividade, permitindo que as empresas vendam mais e operem melhor utilizando esse recurso.
Inicialmente, o processamento será realizado no exterior, pois os custos atuais tornam o processamento local inviável. Rachid afirmou que há planos para transferir o processamento para o Brasil, garantindo a soberania dos dados, independentemente dos benefícios do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata). Ele enfatizou que o Redata ajudaria, e embora não se possa afirmar que a transferência não ocorreria sem ele, sem esse incentivo, o volume de migração seria muito menor do que com o programa.
Rodrigo Assad, Diretor de Inovação do centro de P&D BeON da Claro, afirmou que a empresa aprendeu a segmentar o consumo e desenvolveu uma plataforma para monetização de tokens. Assad disse que a experiência que trarão é que, após se tornarem um NCP, obtiveram todo o suporte da Nvidia para criar e treinar modelos. Nesta plataforma, eles podem definir limites, e os clientes podem comprar tokens.
Márcio Aguiar, Diretor Executivo da Nvidia para a América Latina, destacou que a Claro é o primeiro e único NCP da região, fazendo parte de uma rede global de parceiros. Ele explicou que o programa NCP começou há quatro anos e hoje conta com 80 NCPs como a Claro, sendo a Claro a única no Brasil. Ele enfatizou que a Claro não compete com os grandes provedores de nuvem, pois seus modelos são diferentes, mas a vantagem diferenciada da Claro está na flexibilidade. Aguiar acrescentou que os grandes provedores firmam contratos de longo prazo e até compram capacidade dos NCPs, devido às demandas de seus clientes e aos desafios de construir e expandir data centers. Os NCPs são geralmente empresas com o DNA para construir data centers acelerados por GPU, que antes atendiam ao mercado de criptomoedas; quando esse mercado caiu, eles ensinaram essas empresas a atender às demandas de IA. Hoje, dos 80 NCPs, cerca de dez estão listados em bolsas de valores nos EUA. Eles criaram novamente uma forma de permitir que os clientes acessem suas plataformas de IA.
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