De acordo com pt.wedoany.com-Após ser selecionada no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026, a Aggreko iniciou a construção da Usina Termelétrica UTE Tacaimbó I, no município de Tacaimbó, Pernambuco, Brasil, com investimento total estimado em mais de R$ 400 milhões. A usina terá capacidade inicial de 92 megawatts (MW), utilizará gás natural como combustível e contará com configuração modular de motores de partida rápida, visando fornecer suporte elétrico flexível ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O projeto será integralmente responsável pela engenharia, construção, operação e manutenção da Aggreko. Cristiano Lopes Saito, Diretor de Vendas para Utilities e Data Centers da empresa no Brasil, afirmou que o projeto Tacaimbó I representa um passo importante para expandir a presença da Aggreko no mercado de geração de energia e no setor de Produtores Independentes de Energia (PIE), complementando a já consolidada oferta de soluções modulares da empresa nos segmentos de mineração, petróleo e gás, e utilities.
A usina está localizada no município de Tacaimbó, a cerca de 170 km do Recife, com população aproximada de 13 mil habitantes. O local fica a apenas 70 metros de um gasoduto e a menos de 1,5 km da infraestrutura de transmissão necessária para conexão ao SIN. Essas vantagens de proximidade geográfica ajudam a reduzir a complexidade logística e os custos de implementação do projeto. O fornecimento de energia contratado está previsto para iniciar em outubro de 2028. Antes disso, a Aggreko concluirá as etapas de licenciamento, obras civis, construção, integração da infraestrutura de gás natural e conexão ao sistema de transmissão. O modelo contratual prevê remuneração fixa por disponibilidade ao longo de 15 anos, visando garantir a capacidade elétrica do país em períodos de alta demanda ou baixa geração de energia renovável.
O avanço deste projeto ocorre em um momento de transformação estrutural no setor elétrico brasileiro. Com o rápido crescimento das energias renováveis, o sistema necessita de usinas capazes de entrar em operação rapidamente para compensar as flutuações na geração. No caso da energia solar, por exemplo, quando a geração cai no final da tarde, é necessária uma fonte complementar que responda rapidamente ao aumento do consumo. A solução da Aggreko é atuar como fonte de resposta rápida para cobrir essa transição, encurtando o intervalo entre a saída das renováveis e a entrada da geração termelétrica. Em comparação com sistemas tradicionais, o modelo tecnológico adotado no projeto permite uma partida mais rápida da usina e maior flexibilidade operacional, estratégia derivada da experiência global da empresa em projetos de geração flexível e híbrida.

No Brasil, a Aggreko já fornece soluções energéticas para diversos setores, como mineração, petróleo e gás, utilities e data centers, incluindo geração de energia, controle de temperatura e sistemas de armazenamento de energia. A empresa também opera usinas termelétricas em comunidades remotas da Amazônia e está introduzindo sistemas solares e baterias para reduzir o consumo de combustíveis fósseis e as emissões de carbono. Em Caiambé, no Amazonas, a empresa implantou a primeira usina híbrida da Aggreko no Brasil, combinando geração termelétrica, energia solar e armazenamento em baterias para fornecer eletricidade a comunidades não conectadas ao SIN.
A experiência adquirida em sistemas híbridos isolados servirá de base para projetos de maior escala, como o Tacaimbó I, especialmente na integração de energias renováveis, geração termelétrica flexível e armazenamento. Saito enfatizou que a empresa está ampliando sua participação em projetos com horizontes operacionais de curto, médio e longo prazo, que oferecem previsibilidade, estabilidade e escala, reduzindo a dependência de operações transacionais e posicionando a empresa em áreas estratégicas da transição energética. O projeto também deverá gerar impactos econômicos na região Agreste de Pernambuco, atraindo novas empresas por meio da expansão da infraestrutura energética, aumentando a confiabilidade do fornecimento de eletricidade e estimulando investimentos industriais fora dos grandes centros urbanos.










