De acordo com pt.wedoany.com-A startup japonesa NovAccel anunciou planos de abrir sua própria fábrica por volta do ano fiscal de 2028 no leste do Japão, para produzir em massa o radioisótopo médico Actínio-225 (Ac-225), utilizado na Terapia Alvo com Partículas Alfa (TAT), e pretende expandir sua rede de produção para os Estados Unidos após o ano fiscal de 2030. Fundada em junho de 2024, com sede em Tsuchiura, província de Ibaraki, a empresa foi criada por especialistas como Ryo Yamashita (atual presidente), ex-professor da Universidade de Tóquio, e Hitoshi Hayano, ex-pesquisador da Organização de Pesquisa de Aceleradores de Alta Energia. Desde sua fundação, já captou mais de 2 bilhões de ienes.

A Terapia Alvo com Partículas Alfa tem avançado rapidamente em aplicações clínicas para diversos tipos de câncer, como câncer de próstata e leucemia, com gigantes farmacêuticos globais como Novartis, AstraZeneca e Bristol-Myers Squibb competindo intensamente. No entanto, o fornecimento global de Actínio-225, matéria-prima essencial, é extremamente limitado, e todo o consumo no Japão depende de importação. A NovAccel planeja iniciar a venda comercial de Actínio-225 o mais rápido possível no ano fiscal de 2027. Para viabilizar a produção em massa em 2028, a empresa está selecionando um local no leste do Japão, onde pretende instalar múltiplos aceleradores supercondutores compactos de desenvolvimento próprio, chamados "RiSA", garantindo capacidade de produção para atender 100 mil pacientes por ano.
Atualmente, a NovAccel está promovendo uma colaboração entre indústria, academia e pesquisa, estabelecendo a primeira base de produção com o protótipo RiSA no campus leste de Hiroshima, da Universidade de Hiroshima. A previsão é que, a partir do quarto trimestre de 2026, comece a fornecer amostras para instituições médicas, empresas farmacêuticas e o meio acadêmico, com uma oferta inicial de 100 a 300 megabecqueréis por mês. A produção tradicional de Actínio-225 depende principalmente de geradores, reatores nucleares ou grandes aceleradores. Já o RiSA, com apenas cerca de 10 metros de comprimento, possui uma estrutura compacta que permite produção distribuída e modular, com pureza de radionuclídeos de 99,99%, apresentando vantagens significativas em eficiência energética, rendimento e controle de custos. A empresa está utilizando estruturas como a da Agência Internacional de Energia Atômica para estabelecer um mecanismo estável de fornecimento de Rádio-226 e, aproveitando a vantagem de seus equipamentos compactos, está construindo uma rede global de produção, com o objetivo de alcançar uma posição entre os três maiores do mercado global.
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