De acordo com pt.wedoany.com-A ABB Chile apresentou uma solução técnica focada na proteção contra arco elétrico para a segurança elétrica na mineração, visando enfrentar os riscos de acidentes elétricos altamente fatais decorrentes do envelhecimento da infraestrutura elétrica nas minas chilenas. A empresa destacou que a ameaça do arco elétrico é um dos riscos mais ocultos, com temperaturas que podem atingir quase 20.000°C em milissegundos. Registros do Serviço Nacional de Geologia e Mineração do Chile (Sernageomin) mostram que, entre 2000 e 2025, ocorreram 23 acidentes fatais relacionados a choques elétricos na mineração chilena, evidenciando que falhas elétricas continuam sendo um risco de alto impacto.
A Comissão Chilena do Cobre (Cochilco) projeta que o investimento total em projetos entre 2025 e 2034 atingirá US$ 104,549 bilhões, um aumento de mais de US$ 21 bilhões em relação às previsões anteriores. As prioridades estão concentradas em aumentar a capacidade produtiva e a disponibilidade dos ativos existentes, tornando a modernização tecnológica essencial para garantir a segurança de pessoas, produção e investimentos. Francisco Torres, especialista em produtos de partida de motores e segurança da ABB Chile, afirmou que dispositivos de detecção, relés e disjuntores devem trabalhar em conjunto como parte de uma mesma lógica de proteção; em eventos de arco elétrico, a velocidade de resposta e a coordenação entre os equipamentos são cruciais para controlar a gravidade do acidente e manter a confiabilidade dos ativos críticos.
A solução técnica lançada pela ABB gira em torno de três pilares: proteção, velocidade e digitalização. Seu sistema de proteção contra arco elétrico TVOC-2 (Arc Guard System) possui certificação SIL-2 (IEC 61508 / IEC 62061), capaz de detectar arcos elétricos e eliminar falhas em 30 a 50 milissegundos, reduzindo significativamente a energia incidente. No lado de média tensão, a arquitetura é integrada com relés avançados da série Relion (como o REX640), que podem desconectar rapidamente os disjuntores em caso de anomalias graves. No lado de baixa tensão, a coordenação é realizada por meio dos disjuntores Emax 2 e Tmax XT. A solução também inclui chaves de segurança NEMA Spec Setter para desconexão visível e segura, além do sistema de gerenciamento UMC para monitoramento de motores em processos críticos. Adicionalmente, os sensores de corrente Rogowski (CSU-2) eliminam as perdas de energia das soluções tradicionais, reduzindo a pegada operacional e melhorando o desempenho de sustentabilidade das minas.
Guido Pardo, diretor-geral da Esys, parceira estratégica da ABB, destacou que as empresas de mineração locais enfrentam três grandes desafios: segurança de pessoal, confiabilidade dos ativos elétricos e continuidade da produção. As empresas buscam garantir que suas instalações operem de acordo com normas internacionais como NFPA 70E e NFPA 70B. A combinação de tecnologias de proteção de nível mundial com engenharia especializada pode reduzir significativamente o tempo de recuperação após acidentes e aumentar a continuidade operacional das minas.
Após participar da Exponor 2026, a ABB Chile enfatizou que a segurança elétrica deve ser incorporada desde as fases de projeto, seleção técnica e planejamento de manutenção. Antecipar riscos e coordenar as respostas dos sistemas elétricos será fundamental para avançar em direção a operações mais seguras, confiáveis e resilientes.
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