A Via Cristais implementará HS-WIM na BR-040 para substituir balanças tradicionais
2026-06-27 11:21
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De acordo com pt.wedoany.com-A Via Cristais, empresa do grupo Vinci Highways, planeja implementar o sistema HS-WIM (pesagem dinâmica em alta velocidade) na BR-040 (trecho entre Belo Horizonte e Cristalina) para substituir as balanças tradicionais. O CEO, Tulio Abi-Saber, afirmou em entrevista à Agência iNFRA que, como o HS-WIM no Brasil é semelhante a um pórtico de pedágio sem cancela, ou seja, um sistema free flow, a adoção dessa tecnologia exigirá uma comunicação mais complexa com os usuários. Por isso, a empresa realizará uma "ampla e intensa campanha de divulgação".

Abi-Saber destacou que ambas as tecnologias representam mudanças significativas para as concessões rodoviárias, melhorando o fluxo do tráfego, mas também adicionando complexidade na implementação devido à alteração na experiência do usuário. Embora exijam adaptação e atenção especial à comunicação, essas tendências são irreversíveis. Quanto ao sistema free flow, a Via Cristais avaliará futuramente a possibilidade de converter os pedágios tradicionais, mas a mudança para o HS-WIM já está definida. As obras do sistema começaram oficialmente no último fim de semana, e a nova balança está prevista para entrar em operação em Paraopeba até o final deste ano, permitindo a pesagem automática de 100% dos veículos que passarem pelo trecho monitorado, sem necessidade de parada dos caminhões.

O executivo afirmou que o objetivo é iniciar a sinalização da nova estrutura na rodovia dois meses antes do início da operação. O plano de comunicação não se limita à rodovia. Além de placas, outdoors e a identificação do pórtico de pesagem, a empresa também elaborou uma estratégia para transmitir informações por meio de mídia tradicional, blogs, redes sociais, sindicatos de transportadores e caminhoneiros, além de canais como o WhatsApp. Abi-Saber disse que pretende aproveitar ao máximo as lições aprendidas com os sistemas free flow no país, realizando uma divulgação intensa e o mais forte possível. Ele sugeriu que, além de os usuários-alvo do HS-WIM precisarem conhecer a tecnologia, os demais motoristas não devem confundir o pórtico com um pedágio free flow, evitando assim mal-entendidos sobre a cobrança — embora atualmente não haja cobrança free flow na rota concedida da empresa, que assumiu a operação da BR-040 no início do ano passado, anteriormente administrada pela Invepar.

O setor rodoviário brasileiro começou a acumular experiência com o HS-WIM em projetos sandbox regulados pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), implementados na Ecovias do Cerrado e implantados em 2023. Dois anos depois, o caso acumulou dados positivos, levando a agência reguladora e outras concessionárias a considerar a transição. No ano passado, algumas operadoras já apresentaram seus projetos à ANTT. O HS-WIM visa substituir as balanças tradicionais de pesagem, não exigindo que os caminhões trafeguem em baixa velocidade e permitindo monitorar 100% do tráfego rodoviário. Os dados do sandbox indicam que, nas balanças tradicionais, o número de evasões de fiscalização é seis vezes maior que o número de multas por excesso de peso, sendo que as multas são pagas ao governo federal, e não às concessionárias. Com a baixa taxa de evasão, espera-se que, a médio e longo prazo, o monitoramento total produza um efeito educativo, incentivando os transportadores a carregar apenas cargas dentro das especificações, aumentando assim a segurança rodoviária e, consequentemente, melhorando a qualidade do pavimento.

O CEO da Via Cristais pretende enfatizar no plano de comunicação que a operação não visa criar "problemas" para os caminhoneiros, pois os pontos na carteira de habilitação são registrados na CNH do motorista, embora as multas geralmente sejam pagas pelas empresas. Ele afirmou que a sinalização será instalada com bastante antecedência e informará a partir de qual data começará a operação. Os caminhoneiros se tornarão parceiros da concessionária no controle do peso das cargas, juntamente com os embarcadores, garantindo que os caminhões que dirigem estejam dentro das especificações e da legislação. O executivo também destacou que as rodovias não são projetadas para tráfego com excesso de peso, e que caminhões com sobrecarga causam deformações no pavimento. "Minha expectativa é que a vida útil da nossa rodovia seja significativamente prolongada, mantendo seu nível de qualidade por mais tempo, sem necessidade de manutenção frequente."

Além da implementação do HS-WIM e da construção de novos pontos de descanso, a Via Cristais também planeja expandir a capacidade de tráfego das rodovias sob sua gestão. O objetivo é concluir até o final do próximo ano as obras previstas para 2028. Uma delas é a adição de faixas entre o Anel Rodoviário de Belo Horizonte (km 533) e o Ceasa de Contagem (km 523), transformando a maior parte do trecho de duas para quatro faixas em cada direção, e atingindo seis faixas em cerca de 60% do trecho. "Atualmente, a maior parte desse trecho tem duas faixas em cada direção", e durante os horários de pico, o trecho apresenta congestionamentos de 10 a 13 km por dia. A única obra de duplicação no contrato está localizada em Cristalina (Goiás), cidade que é um importante polo agrícola e conecta outra cidade agrícola, Paracatu, ao centro logístico de Goiás. A empresa duplicará 10 km e conectará a outra área já duplicada.

A Via Cristais opera os sete pedágios tradicionais existentes na área concedida e, atualmente, não planeja convertê-los para o modelo free flow. O CEO acredita que o momento é de consolidar o modelo de negócios de pedágio sem cancela, para que as operadoras possam observar a inadimplência. Ele elogiou o trabalho de integração em andamento entre as atuais concessionárias, o Ministério dos Transportes e o Serpro para centralizar os dados de pedágio na Carteira Nacional de Habilitação, classificando-o como "muito bem feito".

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