De acordo com pt.wedoany.com-O diretor da BioCambio, Axel Paulsen, publicou um artigo de opinião propondo soluções biológicas como alternativa aos métodos químicos tradicionais para controlar infecções fúngicas causadas por Saprolegnia na aquicultura de água doce. O programa Bioescudo 24/7, lançado pela empresa, utiliza uma biotecnologia chamada "Núcleo Microbiano Multifuncional (NMM)", que contém dois microrganismos: Lactobacillus plantarum e Saccharomyces cerevisiae.

Paulsen destacou que a aquicultura global sofre perdas econômicas de pelo menos 10% ao ano devido a infecções fúngicas. Além da comum Saprolegnia parasitica, existem outras cepas invasivas, como Saprolegnia diclina, Saprolegnia ferax e Saprolegnia australis. Tradicionalmente, o controle depende de tratamentos químicos como banhos de formalina, bronopol e altas concentrações de sal, mas esses métodos apresentam riscos operacionais, distribuição irregular nos tanques, possível comprometimento de sistemas de tratamento de efluentes industriais, além de queda no desempenho produtivo e perda de biomassa.
O programa Bioescudo 24/7 visa enfrentar esses desafios. A BioCambio é a entidade oficial de validação técnica da empresa brasileira Korin no segmento de águas frias, com apoio do Centro de Pesquisas Mokiti Okada (CPMO). O núcleo do programa baseia-se na ação sinérgica de probióticos e leveduras para promover proteção e estímulo endógenos, exclusão competitiva e biorremediação. A levedura atua como imunomodulador, ativando as defesas dos peixes e estimulando a produção de muco; probióticos e leveduras colonizam o sistema digestivo e as mucosas dos peixes, otimizando a barreira física de proteção internamente. Simultaneamente, a microbiota compete com a Saprolegnia por sítios de adesão ao colonizar as paredes dos tanques, dos viveiros e a pele dos peixes, além de acelerar a degradação da matéria orgânica, reduzindo sólidos suspensos na água e, assim, privando o fungo dos nutrientes e do espaço necessários para sua reprodução.









