A Vale, produtora brasileira de minério de ferro, registrou uma queda de 17% na receita líquida no primeiro trimestre de 2025, encerrado em 31 de março, principalmente devido à queda dos preços do minério de ferro. A receita líquida atribuível aos acionistas foi de US$ 1,39 bilhão, abaixo dos US$ 1,67 bilhão no mesmo período de 2024. As receitas operacionais líquidas atingiram US$ 8,1 bilhão, uma queda de 4% em relação aos US$ 8,45 bilhão do primeiro trimestre do ano anterior.

Os lucros ajustados da empresa antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) caíram 9% para US$ 3,1 bilhão. O fluxo de caixa livre sofreu uma queda significativa de 77% para US$ 504 milhões, em comparação com os US$ 2,2 bilhões no primeiro trimestre de 2024. Até 31 de março de 2025, a dívida líquida da Vale aumentou 21% ano a ano, para US$ 12,19 bilhão. As despesas de capital totalizaram US$ 1,17 bilhão, refletindo uma redução de 16% em relação ao mesmo período de 2024.
A Vale conseguiu uma redução de 11% no custo em dinheiro C1 de minério de ferro em pó, que cobre as despesas de produção desde a mina até o porto, reduzindo-o para US$ 21 por tonelada. Essa melhoria no custo destaca o foco da empresa na eficiência operacional. O CEO da Vale, Gustavo Pimenta, comentou: "Tivemos um início consistente do ano, alinhado com nossos objetivos para 2025. Estamos vendo um bom momento na gestão de custos, com nosso C1 chegando a US$ 21/t no primeiro trimestre, continuando a trajetória de queda ano a ano. Nossos projetos de valorização continuam a progredir e são elementos essenciais para melhorar a flexibilidade do nosso portfólio e a eficiência operacional e de custos."
Em fevereiro de 2025, a Vale anunciou um plano de investimento de US$ 12,26 bilhão para expandir suas operações no complexo de Carajás, no norte do Brasil. A iniciativa visa aumentar a produção de minério de ferro para 200 milhões de toneladas e a produção de cobre para 350.000 toneladas até 2030, fortalecendo a posição da empresa nos mercados globais. Pimenta acrescentou: "Na Vale Base Metals, os benefícios das iniciativas de Avaliação de Ativos estão surgindo e estamos totalmente focados em entregá-los. Além disso, temos sido constantemente otimizando nosso balanço patrimonial por meio de soluções leves em ativos, como a transação que criou a joint venture estratégica na Aliança Energia, o que também nos ajudará a alcançar nossos objetivos de descarbonização de longo prazo."
Os esforços da Vale se concentram em melhorar o desempenho operacional e apoiar práticas sustentáveis. Os investimentos estratégicos e as iniciativas de gestão de custos da empresa a posicionam para enfrentar os desafios do mercado, ao mesmo tempo em que contribuem para o crescimento de longo prazo e os objetivos ambientais no setor mineiro brasileiro.









