De acordo com pt.wedoany.com-O governo do estado de Minas Gerais, Brasil, apresentou em 7 de julho de 2026 à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) o Projeto de Lei nº 5.233/26, propondo a criação do "Fundo de Exaustão e Assistência aos Municípios Mineradores (Feamm)", com o objetivo de ajudar cidades dependentes da mineração a diversificar suas economias e enfrentar os riscos de esgotamento de recursos minerais e volatilidade do mercado. O projeto, apresentado pelo então governador Romeu Zema em fevereiro de 2026, entrou formalmente em processo de apreciação legislativa em 7 de julho.
Minas Gerais é um dos estados mineradores mais importantes do Brasil, conhecido por recursos minerais como minério de ferro e ouro, e possui o maior número de municípios do país (853). A atividade mineradora contribui significativamente para a economia local, mas também torna muitas cidades excessivamente dependentes de uma indústria com recursos limitados e suscetível a flutuações do mercado internacional. De acordo com a justificativa do projeto, a criação do Feamm é "um passo crucial para promover a diversificação da cadeia produtiva local e o desenvolvimento sustentável dos municípios mineradores". A iniciativa visa atender à recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) de estabelecer um mecanismo prioritário de diversificação econômica.
As fontes de financiamento do Feamm são diversificadas. Conforme o texto do projeto, o fundo pode receber recursos das seguintes fontes: dotações orçamentárias anuais do estado e créditos adicionais, recursos próprios dos municípios mineradores, doações e legados de pessoas físicas e jurídicas nacionais e estrangeiras, recursos obtidos por meio de acordos e parcerias com entidades públicas e privadas, e rendimentos de investimentos dos recursos próprios do fundo. Além disso, o projeto permite que o Feamm forneça apoio financeiro a empresas e microempreendedores, instituições públicas e privadas, e entidades da administração pública estadual.
O principal objetivo do fundo é fornecer um amortecedor econômico para os municípios mineradores em caso de esgotamento de recursos minerais ou flutuações significativas nos preços das commodities. Especificamente, o Feamm se dedicará a estimular a diversificação produtiva, criar oportunidades de emprego fora do setor de mineração, apoiar projetos de recuperação ambiental em áreas afetadas pela mineração e promover práticas sustentáveis. O então governador Zema afirmou na justificativa do projeto que o fundo tem potencial para melhorar a qualidade de vida dos residentes, reduzir as desigualdades sociais por meio da criação de empregos em vários setores e, ao mesmo tempo, incentivar práticas mais sustentáveis e financiar projetos de recuperação ambiental, contribuindo para reduzir o impacto ambiental das atividades de mineração.

Além do projeto de lei do Feamm, o governo estadual também apresentou outras duas propostas à Assembleia Legislativa no mesmo dia. Entre elas, o Projeto de Lei nº 5.616/26 autoriza o governo a monetizar créditos acumulados de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e direcionar os recursos obtidos para investimentos em desenvolvimento econômico, energias renováveis, energia de baixo carbono, produção de etanol e outros combustíveis não fósseis, e melhoria da infraestrutura rodoviária estadual. A outra proposta é uma emenda ao Projeto de Lei nº 5.741/26, que prevê um acréscimo orçamentário de até R$ 71,67 milhões para o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, destinado a despesas com pessoal e seguridade social.
A apresentação do projeto de lei do Feamm representa uma importante tentativa legislativa de Minas Gerais no campo do desenvolvimento sustentável da mineração. Atualmente, o projeto está em fase de apreciação legislativa e precisará ser analisado e votado pela Assembleia Legislativa do estado antes de entrar em vigor. Se aprovado, o projeto fornecerá uma garantia institucional para a transformação econômica e o desenvolvimento sustentável do principal estado minerador do Brasil.






