De acordo com pt.wedoany.com-O contrato de concessão para o projeto de otimização do trecho Régis Bittencourt da rodovia federal brasileira BR-116 atraiu três empresas que apresentaram propostas, com investimentos em obras de aproximadamente R$ 7,07 bilhões. As concorrentes são a atual operadora Arteris, a empresa de infraestrutura Motiva (antigo Grupo CCR) e a EPR Participações.

A rodovia, que liga São Paulo a Curitiba, tem cerca de 383 km de extensão, atravessa 16 municípios e é uma das mais importantes vias de transporte de cargas entre o Sudeste e o Sul do Brasil. O novo contrato tem prazo de 15 anos e, além dos R$ 7,07 bilhões em investimentos para ampliação e modernização das obras, inclui aproximadamente R$ 4,06 bilhões em custos operacionais e de manutenção. A licitação adotará o modelo simplificado de leilão, com o menor valor de pedágio como critério de desempate, e será realizada no dia 23 de julho na Bolsa de Valores B3, no Brasil.
Esta licitação decorre da devolução antecipada do contrato pela Arteris, após negociação com o governo. Conforme as regras, se um novo operador assumir, deverá pagar cerca de R$ 120 milhões pela aquisição das ações e assumir aproximadamente R$ 1,7 bilhão em dívidas do projeto. O novo operador também precisará injetar cerca de R$ 268,6 milhões em capital próprio, equivalente a 15% do déficit de caixa esperado durante o período de obras. Sabe-se que a Motiva, com sua experiência em operação de rodovias no estado de São Paulo e o histórico de ter vencido a licitação da Rodovia Fernão Dias, é considerada uma das concorrentes mais competitivas. Um relatório de análise do BTG Pactual aponta que este projeto é o leilão rodoviário mais importante do ano no Brasil, mas as ofertas dos participantes devem ser relativamente cautelosas.










