De acordo com pt.wedoany.com-Na final da Copa do Mundo de 2026, realizada nos EUA, Canadá e México, a Espanha eliminou a Argentina e conquistou a taça após 16 anos, encerrando o torneio. Esta edição foi a primeira a adotar integralmente a tecnologia de Inteligência Artificial, elevando a precisão das decisões do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) para mais de 99,1%.
Li Haipeng, diretor do Centro de Pesquisa em Treinamento Esportivo do Instituto de Ciências do Esporte da Administração Geral do Esporte da China, explicou que cada estádio desta Copa foi equipado com 16 câmeras de rastreamento óptico, operadas em conjunto pela equipe do VAR (incluindo o árbitro assistente de vídeo, 3 assistentes e um operador de replay). Quando ocorrem seis situações críticas — gols, pênaltis, cartões vermelhos, erro de identidade, escanteios e segundo cartão amarelo — a equipe do VAR revisa automaticamente as gravações. Se for identificado um "erro claro e óbvio", a equipe do VAR alerta o árbitro principal para revisar no monitor à beira do campo, cabendo a ele a decisão final.
A tecnologia VAR foi introduzida pela primeira vez na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, e na edição de 2022, no Catar, recebeu a atualização do Sistema de Impedimento Semiautomático (SAOT). Neste torneio, o SAOT foi ainda mais aprimorado: o limite de ativação para alertas de impedimento foi reduzido de 50 cm para 10 cm, e o resultado da decisão pode ser sincronizado com o árbitro em campo em até 3 segundos. O sistema utiliza múltiplas câmeras de rastreamento dedicadas para capturar em tempo real os pontos ósseos dos jogadores, combinando um modelo de gêmeo digital 3D pré-estabelecido com sensores de movimento de alta precisão na bola, permitindo intervenção em tempo real nas decisões de impedimento. Quando o sistema de IA determina um impedimento claro, ele envia um alerta em tempo real ao assistente, que pode levantar a bandeira sem esperar o fim do ataque, enquanto gera automaticamente uma animação 3D do impedimento, transmitida para a sala do VAR, telões do estádio e transmissão televisiva. Este sistema é usado exclusivamente para decisões objetivas de impedimento, não envolvendo julgamentos subjetivos como interferência em adversários, cabendo ao assistente a palavra final.
Esta Copa do Mundo adicionou a revisão por VAR para escanteios e segundo cartão amarelo. Li Haipeng acredita que a tecnologia deve servir ao jogo, com o objetivo central de encontrar um equilíbrio entre a precisão das decisões e a preservação do charme do futebol. Ele destacou que a aplicação de novas tecnologias no futebol precisa equilibrar aspectos institucionais e regulamentares, incluindo maior tolerância ao contato físico entre jogadores, manutenção rigorosa do limite de intervenção técnica (acionando o VAR apenas em "erros claros e óbvios") e ajuste dinâmico dos poderes de revisão com base no feedback prático. Ele também sugeriu explorar um mecanismo de desafio para técnicos, permitindo que cada treinador solicite um número limitado de revisões de decisões contestadas por partida, devolvendo parte do controle de ativação do VAR aos participantes do jogo. Li Haipeng afirmou que, no futuro, a escala de intervenção do VAR deve ser ajustada de forma flexível conforme o ritmo de diferentes torneios, para que a tecnologia sirva melhor ao jogo em si. Até o momento, três seleções — Croácia, Egito e Irã — apresentaram formalmente queixas à FIFA, envolvendo controvérsias sobre decisões devido à intervenção excessiva do VAR.










