De acordo com pt.wedoany.com-A companhia aérea Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) iniciou as operações em 14 de agosto com a nova marca comercial Air Mozambique, e o primeiro avião Embraer 190, batizado "Limpopo", realizou o voo inaugural no mesmo dia, ligando Maputo a Nacala, na província de Nampula. A empresa adquiriu duas aeronaves Embraer 190, e a segunda, "Zambeze", está prevista para integrar a frota numa fase posterior.

Segundo comunicado do Ministério dos Transportes e Logística, a introdução da nova marca e o reforço da frota fazem parte do plano de reestruturação e recuperação da LAM, que visa melhorar a eficiência operacional, garantir a sustentabilidade financeira e aprimorar a qualidade e a estabilidade dos serviços prestados aos passageiros. O lançamento da nova imagem corporativa está relacionado com a estratégia de transformação da empresa, apresentada como prioridade pelo Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, há um ano.
A cerimónia de entrada em operação das aeronaves foi presidida pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, que enquadrou este investimento na estratégia do Governo para o reforço da mobilidade nacional, da integração económica e da coesão territorial. Salientou que, dada a vasta extensão territorial de Moçambique e a distribuição dos principais centros de atividade económica por diferentes regiões, a circulação de pessoas, mercadorias, serviços e fatores de produção é condição fundamental para o funcionamento da economia. Matlombe sublinhou que a recuperação da companhia aérea exige medidas estruturais, incluindo a reestruturação da empresa, o controlo de custos, a melhoria dos processos de gestão, a racionalização operacional e o reforço da capacidade operacional, e que a recuperação da LAM não se limita à aquisição de novas aeronaves, devendo ser acompanhada por uma transformação profunda do modelo de gestão e operação, com o objetivo de criar uma empresa mais eficiente, financeiramente sustentável e capaz de oferecer serviços estáveis, seguros e de qualidade.
Quanto à dimensão da frota, o Presidente do Conselho de Administração da LAM, Dane Kondic, afirmou terça-feira na Beira que, quando a atual administração assumiu funções em maio de 2025, a empresa tinha apenas 3 aeronaves; atualmente, já operam 2 aeronaves próprias e 6 de parceiros, num total de 8, e com a chegada das duas novas Embraer 190 esta semana, a frota atingirá 10 aeronaves. A empresa prevê expandir a frota para 12 aeronaves até ao final do ano, e Kondic considera que o aumento da capacidade operacional é a prioridade máxima para melhorar a conectividade doméstica, dada a grande distância entre os principais centros económicos do país.
A LAM, que durante vários anos enfrentou dificuldades operacionais devido à reduzida dimensão da frota e à falta de investimento, está atualmente a passar por uma profunda reestruturação. Em 2025, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) adquiriu 25,2% das ações da empresa, enquanto a Empresa Moçambicana de Seguros (Emose) e os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) detêm, cada um, 15,4% das ações.





















