Fastmarkets: A China Vai Superar a Austrália Como o Maior Produtor de Lítio do Mundo em 2026
2025-06-26 10:43
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De acordo com uma previsão da consultoria Fastmarkets, a China deverá superar a Austrália como o maior produtor de lítio do mundo até 2026. Essa projeção, anunciada na Conferência de Matérias-primas para Lítio e Baterias da Fastmarkets, realizada em Las Vegas, destaca a crescente influência da China na cadeia global de abastecimento de metais para baterias, com domínio em mais da metade dos minerais considerados críticos pela Survey do Serviço Geológico dos Estados Unidos. Em 2035, a produção de lítio da China deverá atingir 900.000 toneladas métricas, em comparação com 680.000 toneladas métricas da Austrália, 435.000 da Chile e 380.000 da Argentina.

Paul Lusty, chefe da pesquisa de matérias-primas para baterias da Fastmarkets, afirmou: "A China tem uma estratégia muito clara para desenvolver seus recursos minerais." Em 2026, os mineradores chineses deverão extrair de 8.000 a 10.000 toneladas métricas a mais de lítio do que os concorrentes australianos, um aumento significativo em relação a 2023, quando a China ocupava a terceira posição global. Esse crescimento é impulsionado em grande parte pela mineração de lepidolita, um minério de rocha dura abundante no sul da China, embora sua extração seja mais cara e possa apresentar desafios ambientais devido a subprodutos como o tálio e o tantalio.

Apesar da baixa rentabilidade, os produtores chineses de lítio mantiveram suas operações, apoiados por incentivos dos governos locais e focado em preservar a participação no mercado, em meio ao aumento da demanda global por lítio. Lusty observou: "Essa produção contínua - apesar da falta de rentabilidade no mercado - começa a fazer muito mais sentido quando se consideram todos esses fatores." Por exemplo, a CATL, uma importante fabricante de baterias chinesa, interrompeu a produção em uma mina importante de lepidolita em setembro de 2024, mas retomou as operações em fevereiro de 2025.

A Austrália, o maior produtor de lítio do mundo desde 2017, enfrentou desafios com a redução da produção e atrasos nas expansões devido à queda global dos preços do lítio. Enquanto isso, o foco estratégico da China no lítio fortaleceu sua posição. Além da mineração, a China detém cerca de 70% do mercado global de refino de lítio, processando o metal para os cátodos das baterias. A Fastmarkets prevê que essa participação diminuirá para 60% em 2035, à medida que outros países expandem suas capacidades de refino.

A influência da China também se estende ao setor de veículos elétricos (EV). De acordo com a LG Energy Solutions, mais de 60% das vendas globais de EV ocorreram no país em 2024. A ênfase da China na mineração e no refino de lítio sustenta sua robusta cadeia de abastecimento de EV, posicionando-a como um importante ator na transição global para a energia sustentável. Embora as preocupações ambientais persistam com a mineração de lepidolita, o investimento contínuo da China na produção de lítio sublinha seu compromisso em atender à crescente demanda por matérias-primas para baterias.

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