Cientistas russos descobrem novas pistas sobre as mudanças na composição do depósito de terras raras do Extremo Oriente da Sibéria
2025-06-30 09:31
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Em 27 de junho, de acordo com a notícia da Agência de Notícias TASS, cientistas do Instituto de Geologia e Mineralogia da Divisão Sibiriana da Academia Russa de Ciências descobriram que, há cerca de 2 bilhões de anos, a composição de um grande depósito de metais de terras raras na região do Extremo Oriente da Sibéria foi alterada sob o impacto de líquidos de alta temperatura. A assessoria de imprensa do instituto revelou à TASS que esses dados ajudam a avaliar mais precisamente as reservas minerais e a determinar áreas com potencial para futuras explorações.

O depósito de metais de terras raras de Katuginskoe está localizado no norte da Região do Extremo Oriente da Sibéria. O que o torna único é que os elementos de terras raras estão presentes no interior do granito. Anteriormente, pensava-se que ele era o resultado do resfriamento de um magma alcalino e fluorado, no fundo da crosta terrestre, há 2,06 bilhões de anos.

A agência de notícias salientou que novos dados mostram que houve uma redistribuição dos elementos de terras raras há cerca de 1,92 bilhões de anos. Os cientistas especulam que, nesse estágio tardio, pode ter havido um enriquecimento adicional de elementos minerais nas rochas. Os resultados dessa pesquisa ajudarão a procurar depósitos semelhantes em outras regiões da Rússia.

Para investigar o que aconteceu no passado, os pesquisadores começaram a estudar o zircão. Esse mineral pode permanecer quase inalterado por bilhões de anos. Através da análise das inclusões e da estrutura do zircão, é possível determinar o ambiente de cristalização do mineral e as condições de formação das rochas. A composição isotópica do zircão também pode ser usada para determinar o momento em que ocorreram eventos geológicos nas rochas.

Como resultado, os cientistas encontraram vários tipos de zircão, formados em diferentes períodos, no depósito. A agência de notícias citou Anastasia Starikova, uma das autoras da pesquisa, dizendo: "Especulamos que o fluido (líquido quente) teve um impacto no granito original e causou essa transformação nas rochas. Também determinamos a composição do fluido e os resultados mostram que os principais componentes são dióxido de carbono e flúor, que são os principais componentes do fluido que 'evaporou' o granito original".

Os cientistas acreditam que as mudanças na composição do depósito foram causadas pelo influxo de calor resultante de processos tectônicos internos da Terra. Os pesquisadores também sugerem que o fluido hidrotermal que alterou a composição do minério pode ter sido trazido à superfície de fontes profundas. O instituto afirmou: "As características geoquímicas incomuns desse complexo abrem novas perspectivas para o estudo dos mecanismos de formação de minérios".

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