Ruanda planeja lançar um projeto-piloto antes do final de 2025 para plantar três culturas geneticamente modificadas - mandioca, batata irlandesa e milho - para avaliar o seu desenvolvimento em campos agrícolas e, posteriormente, possivelmente, expandir isso em todo o país. O jornal The New Times Rwanda reportou, em 27 de junho, esse plano liderado pelo Conselho de Desenvolvimento da Agricultura e dos Recursos Animais do Ruanda (RAB), cujo objetivo é fortalecer a capacidade do setor agrícola de resistir a pragas e doenças.
Canisius Kanangire, diretor executivo da Fundação de Tecnologia Agrícola da África (AATF), enfatizou que as culturas resistentes a pragas e doenças são fundamentais para a construção de um setor agrícola forte. "É por isso que as culturas geneticamente modificadas (GMO) foram introduzidas nos países africanos, e alguns já as adotaram", disse ele. O projeto-piloto do Ruanda visa avaliar como essas culturas podem aumentar a produção e reduzir as perdas dos agricultores.

Em relação às preocupações da população sobre a segurança das culturas geneticamente modificadas, o ministro da Agricultura e dos Recursos Animais do Ruanda, Marc Kubashiro Bagabe, assegurou ao público a confiabilidade das culturas geneticamente modificadas. "Estamos consumindo culturas geneticamente modificadas há mais de 30 anos", disse ele, enfatizando a longa história dessa tecnologia. O projeto-piloto pode marcar um passo importante do Ruanda em direção à agricultura sustentável e fortalecer a segurança alimentar na região.









