De acordo com a Mining Weekly, um executivo de empresa mineradora nas Filipinas afirmou que a exportação de minério de níquel para a Indonésia terá um aumento expressivo neste ano, motivado pelo controle da produção doméstica de minério de níquel na Indonésia, que faz com que as refinarias busquem fontes alternativas.
Tulsi Das Reyes, chefe da divisão de mineração da DMCI Holdings nas Filipinas, prevê que a exportação filipina de minério de níquel para a Indonésia aumentará de 1 milhão de toneladas em 2023 para entre 5 e 10 milhões de toneladas este ano.
Embora a principal destinação das exportações filipinas de minério de níquel continue sendo a China, com volume anual superior a 30 milhões de toneladas, o crescimento recente para a Indonésia se deve à política daquele país de controlar a mineração de níquel para conter a queda dos preços do metal.
A DMCI estima que parte das 2 milhões de toneladas de minério de níquel produzidas será enviada para a Indonésia, porém Reyes acrescenta que a tendência de aumento das exportações para aquele país não é sustentável.
“Se eu fosse a Indonésia, priorizaria maximizar o valor internamente”, declarou Reyes em entrevista no dia 10. “Não creio que eles queiram mais importações de minério das Filipinas.”
As Filipinas são o segundo maior produtor mundial de minério de níquel, mas seu processamento downstream é muito inferior ao da Indonésia, devido ao grande investimento financeiro necessário. No mês passado, a proposta recente do país para restringir exportações de minério bruto a fim de pressionar mineradoras a investirem em refinarias foi rejeitada pelo Congresso devido à forte oposição do setor.
No entanto, algumas mineradoras filipinas continuam com planos para construir unidades de processamento de níquel. A DMCI e a Nickel Asia estão avaliando a viabilidade de construção de uma refinaria. Reyes disse que a empresa considera investir 1,5 bilhão de dólares na construção de uma planta de lixiviação ácido em alta pressão, além de já ter conversado com empresas estrangeiras sobre experiência técnica e possíveis investimentos.
O chefe da DMCI afirmou que o avanço na construção da refinaria dependerá do progresso da exploração mineral, pois serão necessários cerca de 300 milhões de toneladas de minério com teor específico para 30 anos. A empresa atualmente opera duas minas de níquel e avalia abrir novas minas.
A DMCI prevê exportar entre 2,5 e 3 milhões de toneladas de minério de níquel no próximo ano.









