A Shell pode se beneficiar de um novo projeto de gás natural na Venezuela, no qual está envolvida, após mudanças políticas relacionadas a Donald Trump. A área que a empresa planeja desenvolver está localizada no mar entre a Venezuela e Trinidad e Tobago, possuindo ricos recursos de gás natural. Anteriormente, o projeto avançou lentamente devido ao impacto das sanções dos EUA.
O campo de gás natural venezuelano, conhecido como campo "Dragão", é o núcleo deste projeto. Estima-se que o campo tenha reservas abundantes e, se desenvolvido com sucesso, poderá gerar receitas sustentáveis por até 30 anos. A análise sugere que as mudanças políticas podem levar empresas como a Shell a se concentrarem novamente no desenvolvimento de recursos na região.
O analista do banco de investimento Ashley Kelty afirmou: "Os maiores vencedores serão as grandes empresas petrolíferas dos EUA, especialmente a Chevron, porque já opera na Venezuela". Ele observou que empresas europeias de energia podem participar do projeto posteriormente através de joint ventures. A Shell não comentou sobre o assunto.
As perspectivas de desenvolvimento da região também estão ligadas à dinâmica do mercado global de energia. Um responsável por uma instituição de negociação de mercado apontou que, se a produção de gás natural e petróleo da Venezuela aumentar, isso poderá ter um impacto no equilíbrio global entre oferta e demanda. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados indicaram recentemente que manterão sua política de produção para sustentar os preços do petróleo.









