O governo brasileiro deu início à revisão do seu plano de mineração de longo prazo, segundo informações. Como parte desse processo, o Ministério de Minas e Energia (MME) abriu uma consulta pública para ouvir a sociedade, o setor produtivo, a academia e outras partes interessadas, com o objetivo de elaborar o novo Plano Nacional de Mineração 2050 (PNM2050). O prazo final para envio de contribuições é 8 de fevereiro.
"Esta medida visa aprimorar a forma de planejamento de longo prazo da política mineral brasileira, fornecendo diretrizes para o desenvolvimento sustentável do setor mineral entre 2025 e 2050, além de servir de referência para aspectos econômicos, sociais, ambientais e de governança", afirmou o MME em comunicado.
Anteriormente, o ministério já havia revisado e atualizado o documento originalmente elaborado em 2022. Esse documento, que atende a determinações do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), é orientado a resultados e define objetivos estratégicos de longo prazo.
O MME afirmou que analisará as sugestões recebidas e as incorporará ao plano na medida do possível, a fim de aumentar a legitimidade e a participação social no planejamento do setor mineral.
Embora a revisão do plano de longo prazo seja uma ação programada, o procedimento atual pode gerar mais expectativas entre os participantes do mercado, à medida que o Brasil busca um papel mais protagonista em áreas relacionadas a minerais críticos.
O Brasil já é um grande produtor global de minério de ferro, mas nos últimos anos o país tem buscado diversificar sua mineração, com o objetivo de ampliar a exploração de outros minerais. Esse desejo tem se intensificado com o crescente interesse de investidores internacionais pelo potencial do Brasil em minerais críticos, como terras raras, lítio e cobre.









