O estado de Utah, nos Estados Unidos, aprovou recentemente um projeto piloto que permite aos pacientes renovar medicamentos prescritos de rotina por meio de tecnologia de inteligência artificial (IA). O Gabinete de Políticas de IA do Departamento de Comércio do estado firmou uma parceria com a empresa de saúde digital Doctronic para lançar o projeto, que visa otimizar a eficiência dos cuidados de saúde. De acordo com o acordo, os pacientes podem realizar consultas por meio de um serviço chamado "Médico de IA". Após verificar o histórico de prescrições e confirmar a segurança clínica, o sistema enviará diretamente as informações de renovação para a farmácia.

Adam Oskowitz, cofundador da Doctronic, descreveu a parceria como um "evento pioneiro". Ele apontou que muitos pacientes frequentemente interrompem a medicação devido à espera pelo médico responsável, e que usar a IA para resolver esse problema faz sentido. Para garantir a segurança clínica, o projeto estabeleceu protocolos rigorosos: as primeiras 250 renovações para cada medicamento devem ser revisadas por um médico humano, e só após essa validação a IA poderá processá-las de forma independente. Além disso, os reguladores de Utah também avaliarão continuamente a experiência do paciente e a eficácia real do projeto.
Apesar de a tecnologia poder aumentar a eficiência, alguns especialistas médicos expressaram cautela. John Whyte, CEO da Associação Médica Americana, declarou: "Embora a inteligência artificial tenha uma grande oportunidade de melhorar os cuidados de saúde, a falta de participação direta do médico pode representar riscos para pacientes e profissionais de saúde." Em resposta a essas preocupações, as partes envolvidas afirmaram que foram implementadas múltiplas camadas de segurança para garantir a precisão dos modelos de IA ao determinar dosagens de medicamentos. Atualmente, o projeto já está em operação em Utah, e os desenvolvedores preveem que mais regiões aprovarão planos piloto semelhantes até 2026.









