O Instituto de Ciências da Terra da Nova Zelândia (ESNZ) assinou recentemente um acordo de cooperação internacional com várias instituições japonesas para conduzir um projeto de pesquisa sobre a conectividade entre reservatórios geotérmicos rasos e profundos. O lado japonês é liderado pela Universidade de Kyushu, com a participação da Mitsubishi Gas Chemical Company e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Industrial Avançada.

O projeto utilizará métodos geofísicos e geoquímicos para avaliar as características de conectividade entre aquíferos termais e recursos geotérmicos profundos. Esta pesquisa é de grande importância para o desenvolvimento da energia geotérmica no Japão, que precisa equilibrar as demandas da indústria relacionada a fontes termais e a proteção ambiental. Atualmente, a energia geotérmica representa cerca de 0,3% da geração total de eletricidade do Japão.
Em contraste, a utilização de recursos geotérmicos na Nova Zelândia é mais madura, com a energia geotérmica representando de 15% a 20% da geração de eletricidade. O país realizou explorações em larga escala no Cinturão Vulcânico de Taupo e estabeleceu um sistema de gestão por zonas, dividindo áreas geotérmicas em diferentes níveis de desenvolvimento, alcançando um equilíbrio entre o uso de recursos e a proteção ambiental.
O objetivo desta pesquisa de cooperação internacional é aplicar os resultados ao desenvolvimento e utilização dos recursos geotérmicos do Japão, incluindo a expansão no campo da geração de energia. Ao aprender com a experiência e tecnologia da Nova Zelândia, espera-se melhorar a eficiência do desenvolvimento da energia geotérmica no Japão.
Esta pesquisa reflete a tendência de cooperação internacional no campo da energia geotérmica, e os resultados relacionados podem fornecer novos caminhos tecnológicos para o desenvolvimento de recursos geotérmicos.









