Um novo modelo revela a composição química e a evolução da atmosfera de Júpiter
2026-01-15 15:02
Fonte:Universidade de Chicago
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Um estudo recente liderado por cientistas da Universidade de Chicago e do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) aprimorou nossa compreensão da composição atmosférica de Júpiter ao construir um modelo numérico mais abrangente. O artigo foi publicado em 8 de janeiro na revista The Planetary Science. A superfície de Júpiter é assolada por tempestades, obscurecendo tudo o que está abaixo e nos impedindo de ver sua verdadeira natureza. No entanto, um novo estudo de simulação liderado por cientistas da Universidade de Chicago aprofundou nossa compreensão de Júpiter.

木星表面风暴肆虐,遮蔽了其下的一切,使我们无法窥见其下的真实面貌。但一项由芝加哥大学科学家领导的全新模拟研究,为我们加深对木星的理解。

Os pesquisadores, pela primeira vez, combinaram processos complexos de reações químicas com a hidrodinâmica atmosférica para criar um novo modelo da atmosfera de Júpiter. Usando esse modelo, a equipe estimou o teor de oxigênio na atmosfera de Júpiter, tema de longo debate, concluindo que sua abundância de oxigênio é cerca de 1,5 vezes maior que a do Sol. Esse resultado ajuda a esclarecer a história da formação dos planetas em nosso sistema solar. "Este é um debate antigo na pesquisa planetária", disse Zhixuan Yang, primeiro autor do artigo e pesquisador de pós-doutorado na Universidade de Chicago. "Isso demonstra como a última geração de modelos computacionais pode mudar nossa compreensão de outros planetas."

Júpiter é coberto por densas nuvens e tempestades, e sua Grande Mancha Vermelha tem cerca do dobro do tamanho da da Terra. Devido à densidade extrema da atmosfera de Júpiter, missões anteriores tiveram dificuldades para medir a composição de suas camadas mais profundas. A equipe de pesquisa integrou dados observacionais de espaçonaves como Galileo e Juno, juntamente com o conhecimento químico existente, para construir um modelo da atmosfera profunda. Yang Zhixuan destacou: "A química é importante, mas não inclui o comportamento de gotículas de água ou nuvens. A hidrodinâmica sozinha simplifica demais a química. Portanto, combiná-las é crucial."

Este modelo não apenas fornece novas estimativas do teor de oxigênio, mas também mostra que a taxa de mistura vertical da matéria na atmosfera de Júpiter pode ser muito mais lenta do que se pensava anteriormente. Yang Zhixuan explicou: "Nosso modelo mostra que a taxa de difusão deve ser de 35 a 40 vezes mais lenta do que as suposições padrão anteriores." Por exemplo, uma molécula pode levar semanas, e não horas, para atravessar uma camada da atmosfera. O conhecimento preciso da abundância de elementos em Júpiter ajuda a extrapolar seu local de formação e sua história de migração, fornecendo assim uma referência para a compreensão das condições de formação de sistemas exoplanetários.

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