Recentemente, o processo de privatização da companhia aérea portuguesa TAP registrou novos desenvolvimentos. Três grandes grupos aéreos europeus – o International Airlines Group (IAG), a Lufthansa e o Air France-KLM – estão envolvidos na concorrência, mas a IAG estaria considerando desistir. Simultaneamente, o governo português reforçou as condições para a privatização, exigindo garantias de crescimento que cubram todos os aeroportos nacionais.
O governo planeja privatizar a TAP vendendo 44,9% das suas ações, com 5% alocados aos funcionários. De acordo com a Bloomberg, a IAG pode desistir do negócio por só conseguir uma participação minoritária. O CFO do IAG, Nicholas Cadbury, já afirmou que é necessário um "caminho claro de propriedade, seja total ou majoritária".
Atualmente, o governo português aguarda as propostas não vinculativas dos três grupos, com prazo até 2 de abril. Se a IAG desistir, os concorrentes ficariam reduzidos ao Air France-KLM e à Lufthansa. Esta última está ocupada integrando a ITA Airways, que adquiriu.
O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, enfatizou que a privatização deve garantir que o potencial de todos os aeroportos portugueses seja aproveitado. Citando o Diário de Notícias, ele declarou: "Se não pudermos garantir que os nossos aeroportos, incluindo o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, tenham o potencial que devem ter ao nível da atividade da empresa e em conformidade com as exigências do interesse estratégico nacional, então não haverá privatização da TAP."
Montenegro também salientou que este requisito é não negociável. As operações da TAP no Brasil, África e América do Norte são vistas como atrativas para os grupos aéreos europeus. A IAG, através da Iberia, tem uma presença forte no mercado sul-americano.









