De acordo com pt.wedoany.com-No início da etapa de milho do "Rali da Safra", a estimativa preliminar da pesquisa anual da Agroconsult indica que a produção de milho do Brasil na safra 2025/2026 cairá, influenciada principalmente por incertezas em relação ao milho de segunda safra. André Debastiani, sócio da Agroconsult e coordenador do rali, estima uma produção de 140,5 milhões de toneladas, uma redução de 7,6% em relação às 151 milhões de toneladas da safra anterior, na qual a produção de milho de segunda safra foi de 112 milhões de toneladas. Ele apontou quatro contrastes para explicar a diferença na produção.
O primeiro contraste é o atraso no calendário de semeadura desta safra, com atrasos significativos em algumas regiões devido à colheita tardia da soja em março, sob chuvas persistentes, especialmente no Mato Grosso do Sul, Goiás, sudeste do Mato Grosso e Minas Gerais. Se as chuvas persistirem na estação seca, o atraso pode ter pouco impacto; no entanto, o segundo contraste é a falta de chuvas, com seca em algumas áreas em abril, apenas 30 mm de precipitação em Minas Gerais e mais de 30 dias sem chuva em Goiás e no Triângulo Mineiro. O volume de chuvas em maio será crucial.
O terceiro contraste é que o grau de garantia de produção dos contratos futuros atuais está muito abaixo do mesmo período do ano passado. As condições na safra 2024/2025 foram mais favoráveis, impactando a produtividade potencial. Afetada pela expectativa de seca, a produtividade na maioria dos estados brasileiros apresentou queda.
O quarto contraste envolve a área plantada. Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná tiveram aumentos significativos na área; mas Goiás, a região do Matopiba (Maranhão, Tocantins e Piauí) e Minas Gerais reduziram significativamente a área devido à perda da janela de semeadura.
Para Debastiani, se a previsão de produção se mantiver, "do ponto de vista histórico, não é ruim", mas "podemos enfrentar grandes desafios na exportação". Ele afirmou que a produção de milho dos EUA é volumosa e o Brasil precisa colocar 37 milhões de toneladas de milho no mercado externo. O consumo doméstico brasileiro continua crescendo, com previsão de atingir 105,4 milhões de toneladas em 2026, das quais apenas a produção de etanol consumirá mais de 30 milhões de toneladas, em comparação com 98,6 milhões de toneladas no ano passado. O apetite do mercado pelo milho brasileiro ainda precisa ser melhor definido.
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