Embrapa revisita 70 anos das abelhas africanizadas e seu impacto na apicultura brasileira
2026-05-15 17:17
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De acordo com pt.wedoany.com-A Embrapa Meio-Norte publicou recentemente uma nova obra que revisita os 70 anos das abelhas africanizadas desde sua introdução em 1956 e seu impacto na apicultura.

Intitulada "História das Abelhas Africanizadas e seu Impacto na Apicultura Brasileira", a publicação aponta que o experimento inicial, liderado pelo geneticista Warwick Estevan Kerr, visava desenvolver linhagens de alta produtividade adaptadas às condições tropicais do Brasil. Em 1956, rainhas da subespécie africana Apis mellifera scutellata foram introduzidas no país. Contudo, em 1957, a remoção acidental das grades excluidoras de rainhas no apiário experimental de Rio Claro, São Paulo, permitiu a fuga dos enxames africanos, dando início ao processo de hibridização na natureza.

Nos anos seguintes, as abelhas africanizadas, devido à sua alta defensividade, provocaram múltiplos incidentes de ataques, e o termo "abelhas assassinas" foi amplamente difundido pela mídia internacional. Os primeiros quinze anos foram considerados um "período de caos", com muitos apicultores abandonando a atividade. No entanto, com o desenvolvimento gradual de técnicas de manejo, a robustez, a capacidade de adaptação e a alta produtividade das colônias tornaram-se vantagens para a apicultura tropical. A produção nacional anual de mel passou de cerca de 5 mil toneladas na década de 1950 para aproximadamente 67,3 mil toneladas em 2024, com a receita de exportação de mel atingindo 116,5 milhões de dólares em 2025. O estudo também revela que o impacto econômico gerado pelos serviços de polinização supera em muito o do mel em si, podendo a receita da polinização ser 48 vezes maior que a da venda do mel. Apesar dos resultados expressivos, os pesquisadores apontam que o comportamento defensivo, a alta tendência enxameatória e o impacto sobre espécies nativas permanecem como desafios contínuos. A publicação, ao revisitar sete décadas de transformação, demonstra como a ciência, a adaptação tecnológica e o manejo profissional converteram um evento inicialmente visto como crise em uma das atividades agropecuárias mais competitivas do Brasil.

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