36ª Conferência Anual da CBNA é realizada em São Paulo com foco nos gargalos tecnológicos da proteína animal brasileira
De acordo com pt.wedoany.com-O aumento da competitividade da indústria de proteína animal brasileira depende cada vez mais da conversão de resultados de pesquisas científicas em eficiência produtiva. Durante a 36ª Conferência Anual do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), pesquisadores e líderes do agronegócio apontaram que, diante das múltiplas pressões globais por sustentabilidade, controle de custos e precisão nutricional, o Brasil precisa acelerar os investimentos em áreas de tecnologias-chave da nutrição animal. O evento, realizado esta semana no distrito do Anhembi, em São Paulo, reuniu nutricionistas, empresas de aditivos, fabricantes de rações e representantes da cadeia produtiva para discutir os gargalos tecnológicos do setor.
Os temas em destaque incluíram a ampliação da pesquisa sobre fibras na alimentação animal, o aumento da digestibilidade das matérias-primas, a exploração da interação entre microbiota e nutrição, e o uso de Inteligência Artificial para otimizar decisões de produção e formulação de rações. Especialistas enfatizaram que o Brasil precisa alcançar avanços mais rápidos e precisos na digestibilidade do cálcio, fósforo e na avaliação da energia líquida dos alimentos — elementos centrais para elevar a eficiência alimentar e a produção sustentável. Membro do comitê técnico da CBNA e engenheiro agrônomo, Marcio Ceccantini afirmou que a integração entre academia e indústria é fundamental para acelerar a inovação: "Esta conferência reúne pesquisadores que orientam a nova geração de técnicos e muitos tomadores de decisão da indústria de proteína animal, ajudando a conectar os resultados de pesquisa diretamente às necessidades reais do mercado."
Ceccantini destacou que o diálogo entre a prática no campo e a pesquisa de ponta pode impulsionar soluções mais alinhadas aos padrões do mercado internacional. Ele enfatizou que a sustentabilidade e a qualidade nutricional se tornaram exigências centrais do mercado global para a proteína animal brasileira. O painel de discussão foi composto por renomados pesquisadores brasileiros, incluindo Horácio Rostagno, da Universidade Federal de Viçosa; José Henrique Stringhini, da Universidade Federal de Goiás; Sergio Vieira, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Everton Krabbe, chefe do centro de pesquisa em suínos e aves da Embrapa; e Bruno Silva, da Universidade Federal de Minas Gerais. A conferência transmitiu um julgamento cada vez mais unânime dentro da cadeia produtiva: a competitividade futura do Brasil não dependerá mais principalmente da expansão da capacidade produtiva, mas sim da capacidade de realizar uma produção refinada com base em precisão nutricional, inteligência tecnológica e eficiência biológica.
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