Província de Salta, Argentina, e CEPAL apresentam estudo sobre o Corredor Bicontinental Capricórnio
2026-06-12 08:49
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De acordo com pt.wedoany.com-O governo da Província de Salta e a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) apresentaram conjuntamente o estudo intitulado "Corredor Bicontinental Capricórnio: Oportunidades e Desafios para o Desenvolvimento Territorial", analisando o impacto da integração regional no norte da Argentina e na América do Sul, com foco em infraestrutura, logística e conectividade relacionadas ao crescimento da produção e mineração.

A conectividade rodoviária e ferroviária tornou-se um dos principais desafios para apoiar o crescimento da mineração em Salta e na região. Este corredor conecta os oceanos Atlântico e Pacífico, atravessando quatro países – Argentina, Chile, Paraguai e Brasil – e percorrendo mais de 800 quilômetros dentro da província, sendo posicionado como uma rota chave para as exportações de mineração do noroeste argentino.

O evento reuniu autoridades provinciais, prefeitos, representantes de câmaras de comércio, organizações técnicas e especialistas internacionais. Entre os participantes estavam o Ministro da Produção e Mineração de Salta, Ignacio Lupión; o Ministro da Economia e Serviços Públicos, Roberto Dib Ashur; o Coordenador de Relações Políticas e Planejamento do Gabinete do Governador, Ricardo Villada; e o Diretor da CEPAL na Argentina, Romain Zivy.

O Corredor Bicontinental Capricórnio integra os territórios dos países mencionados por meio de uma rede de rodovias e ferrovias que conecta portos dos oceanos Atlântico e Pacífico. Em Salta, o corredor atravessa mais de 800 quilômetros da província, composto principalmente pela Rota Nacional 51 e pelo ramal ferroviário C-14, infraestruturas consideradas estratégicas para o transporte de mineração da região de Puna até os portos chilenos no Pacífico.

Na sessão de abertura, o Ministro Lupión destacou que Salta é a província argentina com a maior extensão territorial atravessada pelo corredor, enfatizando seu papel na integração logística regional. Nesse contexto, as autoridades provinciais ressaltaram que o crescimento das atividades de mineração aumentou a demanda por projetos de infraestrutura rodoviária e ferroviária para garantir o transporte de insumos, equipamentos e produtos minerais. A Rota Nacional 51 é um dos principais corredores de acesso à Puna de Salta, conectando a capital provincial a San Antonio de los Cobres e ao Passo de Sico, na fronteira com o Chile.

O Ministro Dib Ashur afirmou que os estudos técnicos elaborados por organizações internacionais estão sendo utilizados para apoiar a obtenção de financiamento externo para projetos de infraestrutura relacionados ao corredor. A província está promovendo acordos com instituições multilaterais para financiar trechos da Rota Nacional 51, considerada um projeto prioritário para a logística de mineração e o desenvolvimento do Corredor Bicontinental.

Em abril deste ano, o governo de Salta confirmou o avanço das negociações com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para financiar cerca de US$ 100 milhões destinados a obras na Rota Nacional 51. O projeto inclui pavimentação, melhorias no traçado e reforço da infraestrutura viária nos trechos de transporte de carga mineral. O corredor também inclui a revitalização e modernização do sistema ferroviário de carga C-14, integrado à rede ferroviária Belgrano. Esta linha conecta o noroeste argentino aos portos do Pacífico pelo Passo de Socompa, fazendo parte da infraestrutura histórica utilizada para o transporte de mineração na região andina.

No evento organizado em conjunto com a CEPAL, o Coordenador de Relações Políticas e Planejamento, Ricardo Villada, revisou o contexto histórico dos projetos de integração regional impulsionados a partir do norte da Argentina e destacou a participação de prefeituras, câmaras de comércio e organizações técnicas no processo de planejamento do corredor. O estudo apresentado pela CEPAL analisa as oportunidades e os desafios relacionados ao desenvolvimento territorial, ao crescimento da mineração, à transição energética e às novas dinâmicas logísticas internacionais, abordando também o comércio exterior, a infraestrutura estratégica e a coordenação regional entre as províncias e países envolvidos no corredor.

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