Província de Santa Fé, Argentina, submete proposta de licitação da Ferrovia de Carga Belgrano ao governo nacional
2026-06-12 11:32
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De acordo com pt.wedoany.com-O governo da Província de Santa Fé, por meio do Ministério do Desenvolvimento Produtivo (Ministry of Productive Development), submeteu à Secretaria Nacional de Transportes (National Secretariat of Transport) uma proposta para a privatização, concessão e abertura operacional do sistema ferroviário de carga nacional. A proposta foi apresentada pelo ministro Gustavo Puccini ao secretário de Transportes, Mariano Plencovich, com base no Decreto nº 67/2025 e na Resolução nº 1049/2025, pelos quais o Poder Executivo nacional exige a reestruturação das linhas ferroviárias Belgrano, San Martín e Urquiza no prazo de 12 meses.

A proposta visa melhorar a situação atual do transporte ferroviário de carga na Argentina. Atualmente, dos cerca de 450 milhões de toneladas de carga transportadas anualmente no país, apenas 18,8 milhões são transportadas por ferrovia, sendo o restante dependente do transporte rodoviário, situação que eleva os custos logísticos e reduz a competitividade. Santa Fé destaca seu papel estratégico no comércio exterior nacional, processando e embarcando, por meio de seu complexo portuário no Rio Paraná, 80% dos grãos, óleos e subprodutos exportados pela Argentina, com 28% do total das exportações nacionais saindo dos terminais da província.

Para garantir um processo de licitação transparente, previsível e com coordenação institucional adequada, a província propõe a criação de um grupo de trabalho composto pela Secretaria Nacional de Transportes, pela Administração de Infraestruturas Ferroviárias (ADIF), pela Agência de Transformação de Empresas Estatais (ATEP) e pelo governo da Província de Santa Fé. Esse grupo avaliará alternativas técnicas, coordenará investimentos e buscará consenso para avançar na reestruturação da rede ferroviária nacional.

A principal proposta apresentada por Santa Fé envolve a conclusão do anel ferroviário da capital provincial, um projeto que conecta Santo Tomé ao norte, por meio do ramal F1, e Laguna Paiva, por meio do ramal C, estando aproximadamente 70% concluído. A província solicita que este projeto seja explicitamente incluído como prioritário nos documentos de licitação, com um cronograma de execução e prazo final para início das obras, e que seja dada avaliação positiva aos licitantes que se comprometerem a avançar com a obra antecipadamente durante o processo de avaliação.

O documento também propõe promover o desenvolvimento de desvios ferroviários privados (siding) para melhorar a interconexão de cooperativas, armazéns, terminais portuários e fábricas industriais. Para isso, sugere o estabelecimento de mecanismos claros para que a Administração de Infraestruturas Ferroviárias (ADIF) possa transferir ou entregar facilmente infraestruturas ferroviárias abandonadas, especialmente trilhos. A província também solicita que seja analisado o impacto das futuras concessões no sistema portuário de Santa Fé, incluindo os portos de Rosário, Santa Fe, Villa Constitución, San Lorenzo, Puerto General San Martín e Timbúes.

Outro ponto crucial é o aumento do transporte de novas cargas relacionadas a setores estratégicos como mineração, agronegócio e economias regionais, visando elevar o volume de transporte ferroviário, reduzir custos logísticos e diminuir o fluxo de caminhões nas rodovias. A proposta faz parte da estratégia de desenvolvimento logístico do governo do governador Maximiliano Pullaro, que inclui uma nova concessão da Hidrovia, o fortalecimento dos portos públicos provinciais, obras viárias de acesso aos terminais portuários e a introdução de novos modos de transporte de carga, como os bi-trens (bi-trailers). Nesse contexto, o sistema ferroviário é visto como uma ferramenta importante para aumentar a competitividade das exportações e fortalecer a integração da província, com o objetivo de consolidar Santa Fé, especialmente a região da Grande Rosário, como um dos principais hubs logísticos da América do Sul, fortalecendo as conexões com novas cadeias de valor relacionadas à produção de lítio no Noroeste Argentino (NOA) e ao desenvolvimento de minas de cobre na região de Cuyo.

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