De acordo com pt.wedoany.com-A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (NASA) está colaborando com a empresa espacial Relativity Space para construir e lançar uma nova sonda chamada "Aeolus", com o objetivo de continuar estudando a atmosfera de Marte. A sonda está prevista para deixar a Terra no final de 2028 a bordo do foguete Terran R da Relativity Space.

A sonda MAVEN anterior foi lançada em 2013 e passou mais de uma década observando a atmosfera de Marte, tentando entender como o planeta perdeu a maior parte de seu ar e água líquida. No entanto, em dezembro de 2025, a NASA perdeu contato com a nave espacial, e uma rotação anormal esgotou suas baterias, impossibilitando a comunicação. A NASA anunciou o fim da missão, que durou mais de onze anos, no dia 3 daquele mês. Apenas duas semanas depois, em 17 de junho, a NASA anunciou a colaboração com a Relativity Space para construir a sonda Aeolus.
A sonda Aeolus transportará quatro instrumentos projetados pela NASA, capazes de medir e imagear Marte a partir da órbita, fornecendo "a primeira visão diária e global da poeira, ventos e temperatura da atmosfera marciana", com uma frequência de observação superior à da MAVEN. Esses instrumentos podem detectar ventos e temperaturas a até 60 km de altitude, observar nuvens de poeira e nuvens de gelo de água, medir o balanço energético da superfície e capturar imagens diárias da atividade atmosférica global. A NASA afirma que esses dados serão usados diretamente para preparar futuros pousos robóticos ou tripulados.
"Combinando instrumentos de ponta da NASA com inovação e investimento do setor privado, podemos gerar mais dados científicos com mais frequência e reduzir o tempo que os pesquisadores levam para obter esses dados cruciais, preparando o caminho para futuras missões tripuladas a Marte", comentou o administrador da NASA, Jared Isaacman.

A escolha da Relativity Space não foi acidental, mas ainda é uma aposta. A empresa, fundada em 2015 por dois ex-engenheiros da SpaceX e da Blue Origin, é conhecida por sua aposta total na impressão 3D: motores, tanques de combustível, dutos e outros componentes de foguetes são produzidos por uma impressora metálica gigante chamada "Stargate". Seu primeiro foguete, o Terran 1, foi lançado em março de 2023, mas o estágio superior falhou na ignição. Dias depois, a Relativity abandonou completamente o plano e se concentrou no foguete maior, o Terran R. A impressão 3D deixou de ser o núcleo do projeto, mas alguns componentes, especialmente os motores, ainda usam essa tecnologia. O novo foguete também teve seus objetivos reduzidos: o segundo estágio não é mais reutilizável, e componentes como tanques de combustível e carenagens passaram a ser adquiridos de fornecedores europeus, como ArianeGroup e Beyond Gravity. Desde 2025, a empresa é liderada pelo ex-CEO do Google, Eric Schmidt, que investiu pessoalmente na empresa e tem interesse em data centers orbitais. Se o Terran R conseguir ser lançado dentro do prazo, a Relativity Space poderá superar a SpaceX em missões a Marte — a obsessão de Elon Musk, que sonha em estabelecer uma colônia lá.
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