De acordo com pt.wedoany.com-A operadora de satélites SES apresentou à Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA uma estimativa de custos, afirmando que, se a FCC decidir leiloar mais de 100 MHz do espectro da banda C superior, a limpeza desse espectro custará bilhões de dólares.

Nancy Eskenazi, vice-presidente sênior de Assuntos Regulatórios e Jurídicos Globais da SES, estimou em uma declaração ex parte apresentada à FCC em 18 de junho que a limpeza de 160 MHz do espectro da banda C superior custaria cerca de US$ 3,6 bilhões, mais US$ 150 milhões em "custos de contingência". A SES considera que esses custos são necessários para "realizar a transição em um cronograma acelerado, mantendo a qualidade do serviço de satélite".
A SES utiliza a banda C superior para distribuir vídeo para vários provedores de programação importantes e expandiu esse suporte após a aquisição da Intelsat no ano passado. A SES apresentou a estimativa de custos enquanto a FCC avança com um plano para leiloar pelo menos 100 MHz (e até 180 MHz) do espectro da banda C superior para serviços 5G e 6G. A diretriz da FCC é concluir o leilão da banda C superior até 27 de julho. Com a aproximação dessa data, os usuários atuais da banda C superior (3,98 GHz-4,2 GHz), incluindo a SES, apresentaram várias propostas para fornecer meios alternativos suficientes, incluindo o uso de fibra óptica, satélites de banda Ku, satélites de órbita baixa da Terra, conectividade 5G terrestre e uma reorganização adicional da banda C superior.
A maior parte dos custos está relacionada à aquisição e lançamento de satélites. A SES detalhou os custos de transição esperados em várias categorias, sendo a maior parte (cerca de US$ 2,62 bilhões) relacionada à aquisição e lançamento de satélites. A SES afirma que a limpeza de 160 MHz da banda C superior exigirá o lançamento de novos satélites de banda Ku especialmente projetados, com capacidade de uplink em banda C, para substituir os serviços atualmente fornecidos apenas pela banda C. A SES acredita que a limpeza de tanto espectro exigirá a construção e o lançamento de cinco novos satélites híbridos de banda Ku (com uplink em banda C), além de dois em órbita como reserva.
A SES também prevê gastar US$ 777 milhões na construção de uma rede de recuperação terrestre para mitigar a degradação do sinal causada por "atenuação por chuva" e outros fatores climáticos que podem afetar os links de downlink em banda Ku. A empresa também prevê gastar US$ 93 milhões para adaptar "milhares" de cabeças de rede de radiodifusão ou TV a cabo, equipando-as com feeds de banda Ku, e mais US$ 45 milhões para instalar ou atualizar antenas de telemetria, rastreamento e comando usadas para conectar satélites e estações terrestres. A SES também prevê US$ 62 milhões em "custos de suporte", envolvendo honorários advocatícios, reembolsos a contratados e despesas de engenharia.
Eskenazi destacou: "Esses custos são razoáveis e necessários para permitir que os clientes da SES recebam, após a transição, serviços essencialmente idênticos aos de hoje." Em maio, o conselho da SES aprovou um "quadro de investimento" de US$ 1,6 bilhão para a aquisição e lançamento de novos satélites, bem como outros equipamentos e serviços, que a SES acredita poderem ser reembolsados por meio do órgão de liquidação do projeto da banda C superior. A SES também afirmou que planeja direcionar a maior parte desse investimento para fornecedores dos EUA.
Os usuários atuais da banda C superior não estão totalmente alinhados quanto à quantidade de espectro que a FCC deve leiloar. A Associação Nacional de Radiodifusores (NAB) dos EUA deseja que a FCC limite o leilão a 100 MHz, para evitar interferências desnecessárias nas emissoras que atualmente utilizam esse espectro.
Em janeiro, a SES recomendou que a FCC limitasse o leilão a 160 MHz, argumentando que leiloar até 180 MHz deixaria as operadoras de satélite com apenas 20 MHz de downlink em banda C, "o que não é suficiente para operar transponders padrão de satélite em banda C". A SES também insistiu que pode realocar pelo menos 100 MHz do espectro da banda C superior em 30 meses (com os incentivos econômicos adequados), mas precisaria de mais 60 meses para limpar os 60 MHz adicionais, devido ao tempo necessário para fabricar e lançar novos satélites híbridos.
A SpaceX tem sua própria opinião, defendendo que parte do espectro da banda C superior seja reservada para serviços de conexão direta a dispositivos (D2D).
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