Mercado de logística na Espanha deve atingir US$ 95,2 bilhões até 2033, omnichannel se torna chave para diferenciação
2026-06-26 16:54
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De acordo com pt.wedoany.com-A logística omnichannel deixou de ser uma função de suporte operacional para se tornar um elemento central de diferenciação estratégica de marca, impactando diretamente a experiência do cliente, a fidelidade e a taxa de recompra. Vários especialistas do setor apontam que os consumidores não distinguem canais, apenas se preocupam com a consistência, flexibilidade e confiabilidade da experiência. A capacidade de integração omnichannel da logística – incluindo sincronização de estoque, rastreabilidade de ponta a ponta, entregas flexíveis e logística reversa sem atritos – está se tornando fundamental para as marcas construírem confiança e vantagem competitiva.

Beatriz Cazorla, Diretora de Marketing da Dársena21, afirma que a logística já constitui uma parte intrínseca da experiência de compra da marca, e a capacidade de cultivar a fidelidade depende da integração, fluidez e transparência da cadeia de suprimentos. A diferenciação competitiva não se baseia mais apenas em produto ou preço; a capacidade de entrega rápida, flexível e sem atritos é igualmente importante.

Sergi Portell, Chief Growth Officer da Paack, enfatiza que a entrega e a devolução muitas vezes se tornam o último ponto de contato entre a marca e o cliente, impactando diretamente a percepção e a recompra. Os varejistas estão usando a logística como alavanca competitiva, com diferenciação em aspectos como visibilidade em tempo real, capacidade de escolha, precisão na entrega e logística reversa sem atritos.

Lázaro Amor, Diretor de Operações do GRUPO AKOMA, destaca que os clientes não distinguem canais, apenas diferenciam experiências boas ou ruins, e a logística é o principal facilitador para concretizar essa experiência. As marcas mais bem avaliadas são geralmente aquelas que conseguem cumprir suas promessas de forma consistente e sem atritos, e não as mais baratas.

Pedro Orejas, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da ID Logistics Iberia, acredita que a logística omnichannel se tornou um fator de diferenciação evidente, e a importância da experiência logística, em alguns setores, já se equipara ao preço ou até mesmo ao próprio produto. A disponibilidade de estoque em tempo real, a velocidade de entrega, a flexibilidade nas trocas e devoluções, e a capacidade de notificação em tempo real são elementos para construir confiança e fidelidade.

José Nemesio Fernández, Diretor Comercial da TIPSA, afirma que a logística é uma extensão direta da marca, e as empresas que conseguem responder melhor em termos de prazos, qualidade de serviço e capacidade de adaptação obtêm uma vantagem competitiva clara.

María Luz Cobos, Gerente Geral do Grupo Transaher, acrescenta que o uso de inteligência artificial para ofertas personalizadas e seleção de produtos pode fortalecer ainda mais a diferenciação da marca.

Raúl Sanz, Gerente de Logística Contratual da TIBA Iberia & Mexico, acredita que a logística deixou de ser um centro de custo para se tornar a maior ferramenta de marketing da empresa, transformando-se de uma função de suporte em parte da proposta de valor corporativo.

Na logística omnichannel, a visibilidade e a rastreabilidade tornaram-se requisitos centrais. Vários especialistas apontam que os principais pontos de ineficiência operacional incluem a integração insuficiente de sistemas entre canais, discrepâncias na gestão de estoque, atritos na entrega de última milha e na logística reversa. Raúl Sanz enfatiza que a visibilidade deve cobrir toda a cadeia de suprimentos, desde a origem internacional até a última milha. María Luz Cobos destaca que as maiores ineficiências estão na integração incompleta dos sistemas de informação e na lentidão do processamento da logística reversa. José Nemesio Fernández enumera quatro pontos de ineficiência: falta de integração entre canais, gestão de estoque, última milha e processo de devolução. Sergi Portell menciona novamente a fragmentação de sistemas e a falta de integração entre canais. Pedro Orejas aponta que as principais ineficiências surgem na desconexão entre sistemas, canais e operadores. Lázaro Amor detalha que a integração insuficiente de sistemas leva a excesso ou falta de estoque. Beatriz Cazorla resume que os problemas comuns aparecem em discrepâncias de estoque entre canais, separação de pedidos sob pressão, pressão operacional durante picos de demanda e má integração do processo de devolução.

Na automação da logística omnichannel, os especialistas acreditam que a chave para equilibrar automação e flexibilidade está em projetar soluções modulares e escaláveis, dependendo de uma forte integração de software. Álvaro Sánchez, da Element Logic, afirma que a automação deve ser entendida como uma forma de ganhar flexibilidade e absorver volatilidade. Alberto Salvador, da AutoStore, afirma que a automação deve fornecer agilidade operacional por meio de modularidade e visibilidade de estoque em tempo real. Tomás Mérida, da TORSA, afirma que a automação precisa coexistir com processos semiautomáticos ou manuais. Daniel Gentilini, da Modula, acredita que a chave está em projetar soluções modulares. Beñat Irazustabarrena, da Smartlog, aponta que o ponto estratégico está na orquestração inteligente das operações. Federico Peró, da Exotec by Dexter, afirma que a verdadeira eficiência está em se adaptar melhor. Isaac Hernández, da Swisslog, enfatiza que a chave está em implantar soluções capazes de se adaptar às mudanças.

No ambiente omnichannel, as tendências imobiliárias logísticas mostram que a proximidade com o cliente passou de uma vantagem competitiva para um requisito operacional básico. Óscar Heras, Gerente Geral da Marq Logistics, destaca que os consumidores esperam entregas cada vez mais rápidas e flexíveis, o que força as empresas a repensar a localização de suas instalações. O mercado de logística na Espanha deve atingir US$ 95,2 bilhões até 2033, e o crescimento do comércio eletrônico está impulsionando a demanda por ativos de qualidade localizados dentro ou nos arredores das grandes cidades.

As opiniões acima são compiladas da edição nº 312 da revista Logística Profesional.

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