De acordo com pt.wedoany.com-A Hidrovia Paraná-Tietê, uma das mais importantes rotas de transporte do Brasil, tem sua posição estratégica cada vez mais evidenciada. Com 2.400 km de extensão navegável, forma um corredor logístico que conecta centros de produção agrícola, zonas industriais e mercados interno e externo, desempenhando papel fundamental na redução de custos de transporte e no aumento da competitividade dos produtos.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que, no futuro, a integração regional será a norma, a eficiência logística otimizará o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade será a diretriz de longo prazo. Ao longo da hidrovia, estão distribuídos 12 terminais portuários, além de diversos centros industriais, turísticos e de distribuição, transportando principalmente soja, milho, cana-de-açúcar, combustíveis e minério de ferro. A hidrovia conecta as regiões produtoras de grãos do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, e se articula com os mercados interno e externo por meio de hubs como o Porto de Santos. Abrange um total de 286 municípios, distribuídos nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais.

Na Hidrovia Paraná-Tietê, os 1.600 km de extensão navegável nos rios Paraná, Paranaíba e Grande são administrados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT); os 800 km nos rios Tietê, Piracicaba e São José dos Dourados são geridos pelo governo do estado de São Paulo. O sistema de eclusas ao longo do percurso supera os desníveis causados pelas barragens existentes, garantindo a continuidade da navegação e a integração de diferentes modais de transporte, tornando a hidrovia um componente essencial do corredor logístico do Sudeste.

Para ampliar a capacidade de navegação da hidrovia, investimentos contínuos estão sendo realizados. As obras de desobstrução de rochas no novo canal de Avanhandava, no rio Tietê, estão previstas para serem concluídas em agosto, com investimento de R$ 293,8 milhões. A obra aprofundará em 3,5 metros um trecho de 16 km de extensão, melhorando as condições de navegabilidade e permitindo que frotas maiores naveguem durante todo o ano, inclusive no período de estiagem. O ministro destacou que se trata de uma obra estruturante, que ampliará a capacidade da hidrovia, reduzirá os custos logísticos, aumentará a competitividade nacional e promoverá um transporte mais eficiente e sustentável.










