De acordo com pt.wedoany.com-O Departamento de Comércio e Indústria das Filipinas (Department of Trade and Industry, DTI) lançou oficialmente, em 29 de junho de 2026, o primeiro "Roteiro de Descarbonização do Cimento e Concreto" (Cement and Concrete Decarbonisation Roadmap) do país, tornando-se o segundo país do Sudeste Asiático, depois da Tailândia, a lançar uma estratégia nacional de descarbonização industrial desse tipo. O roteiro estabelece marcos de cinco anos e traça um caminho de descarbonização até 2050.
O roteiro foi elaborado sob a liderança da Associação de Fabricantes de Cimento das Filipinas (Cement Manufacturers Association of the Philippines, CeMAP) e do Departamento de Comércio e Indústria das Filipinas, com apoio financeiro do governo canadense, por meio de seu Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (Environment and Climate Change Canada), e assistência técnica da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (United Nations Industrial Development Organization, UNIDO). Segundo informações divulgadas anteriormente pelo diretor executivo da CeMAP, Ray Baja, o roteiro começou a ser elaborado em junho de 2025 e foi finalizado em maio de 2026. O documento estabelece metas quantitativas de redução de emissões: reduzir as emissões de carbono em 30% até 2030, em comparação com o ano de referência, e em 50% até 2050.
Para atingir esses objetivos, o roteiro propõe uma série de medidas estratégicas. No curto e médio prazo, as prioridades incluem a promoção de alternativas de cimento de baixo carbono, o aumento da participação de energia renovável no consumo da produção de cimento, a melhoria da eficiência energética e a expansão do uso de materiais cimentícios suplementares (Supplementary Cementitious Materials). As estratégias de longo prazo incluem a implantação de sistemas de captura de carbono nas fábricas de cimento. A CeMAP afirma que o roteiro é um guia de descarbonização industrial baseado na ciência, que visa atingir as metas de redução de emissões por meio de uma combinação sistemática de várias vias tecnológicas.
A indústria cimenteira das Filipinas é uma das maiores fontes de emissões de carbono do país. De acordo com reportagens anteriores da Global Cement, a produção de cimento das Filipinas em 2024 foi de aproximadamente 27 milhões de toneladas, provenientes de uma capacidade produtiva de 53 milhões de toneladas por ano. Antes do lançamento oficial do roteiro, a indústria cimenteira filipina já havia começado a se preparar para a transição de baixo carbono. Em outubro de 2025, a CeMAP lançou o Roteiro de Sustentabilidade do Cimento das Filipinas; em fevereiro de 2026, a Holcim Philippines anunciou um investimento de 6,5 milhões de dólares para modernizar sua fábrica em La Union, aumentando a proporção de uso de combustíveis e matérias-primas alternativos para 40%.
O lançamento deste roteiro contou com o apoio da Federação das Associações de Fabricantes de Cimento da ASEAN (ASEAN Federation of Cement Manufacturers, AFCM) e da Associação Global de Cimento e Concreto (Global Cement and Concrete Association, GCCA). A AFCM já havia publicado, em dezembro de 2025, o primeiro roteiro regional de descarbonização do cimento do mundo. A publicação do roteiro filipino marca a integração oficial da indústria cimenteira do país no quadro regional de descarbonização da ASEAN.









